Fios do Tempo. A asfixia do mundo no pensar mediatizado – por Luiz Costa Lima

No texto de hoje no Fios do Tempo, Luiz Costa Lima faz uma reflexão sobre as consequências da globalização mediática, de onde emerge um universo imagético antagônico àquele da escrita. Quando se generaliza em nossas sociedades, o mundo mediático tende a dissipar o mundo da escrita e, com isso, solapa as bases da esfera pública democrática. 

Para compreender tal processo, Costa Lima nos recorda que a modernidade filosófico-cultural se fundou no primado do pensar, que orientou tanto o labor da dúvida quanto o exercício da reflexão sobre si mesmo e o mundo. Contudo, hoje, tende a prevalecer o uso performático da imagem e a ação performática do sujeito. Com isso, os próprios textos perdem sua densidade conceitual e simbólica e se tornam imagético-publicitários, às vezes quase gesticulatórios, encontrando leitores que lhes exigem estes atributos enquanto ávidos consumidores.

Em diálogo com o livro do comunicólogo francês Alain Mons, A Metáfora social. Imagem, território, comunicação, Costa Lima analisa a natureza das “imagens de marca” que, fazendo o regresso de arquétipos metaforizados, podem ser designadas como “mitos fundamentais ressurgentes”. Na proliferação de imagens tautológicas e de analogias, calam-se as interrogações sobre as coisas em uma asfixia de cogitações. Mas, sem essas, como lembra o autor, a vida ela mesma tende a se autoestrangular.

Desejo, como sempre, uma excelente leitura!

A. M. 
Fios do Tempo, 20 de janeiro de 2022


A asfixia do mundo no pensar mediatizado

Rio de Janeiro, 14-16 de janeiro, 2022

Diga-se de um indivíduo de aptidões medianas e incluído em uma das classes médias de um país tropical e subdesenvolvido que ele gasta a grande maioria de suas horas em atividades destinadas à sua estrita sobrevivência física. Suas horas restantes estarão divididas entre o fazer nada e o lazer recreativo; antes das últimas décadas, ainda haveria alguma leitura, séria ou acidental, sistemática ou ocasional. Com a intensificação do domínio mediático, sobretudo do televisivo e, mais recentemente, das redes sociais, a presença da leitura no cotidiano mediano tende a se tornar irrisória. Assim o declara o progressivo desaparecimento das livrarias, mesmo nos grandes centros urbanos, e o destaque das fake news, subproduto das redes sociais. 

Foi por pensá-lo que, em um fim de semana do infernal verão carioca e ajudado pelo cansaço das velhas pernas, declarei a mim mesmo valer a pena uma primeira aproximação do tema mediático. Falo em uma primeira aproximação porque as estimativas apresentadas no parágrafo anterior são bastante genéricas. Sim, é verdade que o são, mas não o que se acrescentou sobre o desaparecimento da leitura no cotidiano de centenas de milhares de pessoas. Conquanto não creia que a pesquisa de tal questão interesse a alguma instituição, declaro minha preocupação com a imensidade de horas que, estando em casa, adultos dedicam ao televisivo e, sobretudo, com o afã com que as crianças se dedicam aos jogos eletrônicos. Os adultos pelo menos tiveram tempo para fazer suas escolhas profissionais, mas o que se pensar das crianças? Estimemos que algumas centenas poderão se profissionalizar nos jogos que as apaixonam. Mesmo assim supondo, não haverá idêntico espaço para milhões delas.

Por mais que me esforce em dizer que isso é pensamento de quem está ocioso, a preocupação continua a me parecer justa. Até por isso não basta enunciá-la e é indispensável relacioná-la com o tópico do mediático. Assim o farei por dois desenvolvimentos. O primeiro, até porque demasiado complexo para um pequeno artigo, terá uma incidência proporcionalmente reduzida. Nele, tratar-se-á de perguntar a que, do ponto de vista da linguagem, se contrapõe o universo mediático. O segundo, em troca, não precisará sofrer grandes reduções, pois se trata de precisar alguns momentos de um livro que dedica sua atenção a aspectos mediáticos, a saber: A Metáfora social. Imagem, território, comunicação, de Alain Mons.

O primeiro desenvolvimento partirá da atenção despertada pela perda de leitura em favor da frequência dos receptores domésticos. Se outros esclarecimentos forem indispensáveis, leia-se que o mundo mediático se opõe àquele que tem o livro como seu principal instrumento de aproximação. Declará-lo equivale a remeter com mais propriedade para o universo da escrita, contrastando-o com o da fala visualizada na tela, sob a forma de informativo, de programa sobre temas específicos ou de jogos. Prendamo-nos a um único aspecto: por que enfatizamos que esses são universos contrastados ou mesmo antagônicos? Para verificá-lo, uns poucos itens serão suficientes. 

O mundo que se dissipa é o da escrita adequada ao princípio dos tempos modernos. Qual princípio? Aquele que encontra sua primeira grande configuração no Discurso do método (1637), de Descartes. (Esta não é sua obra maior, mas nela se encontra pela primeira vez a frase conhecida até por aqueles que jamais leram o filósofo francês: Cogito ergo sum (Penso portanto existo). Para efeito de agilidade na argumentação, utilizarei duas passagens do ensaio que Valéry dedicou a seu conterrâneo: “Uma visão de Descartes”, publicado em 1941 (cito a reedição nas Oeuvres, I, da Pléiade). Diz a primeira passagem: “Se o Cogito retorna com tanta frequência em sua obra (…) é que lhe soa  como um  apelo à sua essência de egotismo. Ele o retoma como o tema  de seu eu (Moi) lúcido, o despertar que grita ao orgulho e aos recursos de seu ser”. Acentuando o clima mental de uma época – expressa ademais pela inquietação que perpassa Os Ensaios, de Montaigne – Valéry encerra um dos parágrafos anteriores de seu ensaio com a pretensa glosa da frase famosa: “Eu duvido, portanto tenho pelo menos essa certeza de que duvido”. Ao longo de sua demorada reflexão, é manifesta a insistência de que a dúvida remete ao âmago do moi.

Embora reitere minha admiração pelo poeta e ensaísta, transcrevo as passagens acima para delas discordar. Ao contrário do que afirma Valéry, o cogito cartesiano implica que a excelência humana do pensar não deriva da afirmação do eu mas sim que esse é uma consequência daquela primazia. Mesmo com a ressalva de Valéry, que reconhece que ele mesmo não era um filósofo, não posso dizer que tenha sido feliz na escolha de seu último legado – sua “Visão de Descartes” foi editada no ano de sua morte (1941).

Para demonstrá-lo devidamente, seria preciso recorrer com abundância à obra do filósofo, senão também a seus intérpretes melhor qualificados. A afirmação é feita apenas para acentuar sua impossibilidade de aqui cumpri-la. Em vez de lamentá-lo, lança-se mão do meio viável. Ele consiste em um argumento estampado na história da filosofia. É bastante sabido que a obra de Descartes está presente em todo o pensamento filosófico capital que desde então se elaborou. Ora, se Kant (1724 – 1801) e Hegel (1780 – 1831) são os nomes capitais na formulação do pensamento moderno, em nenhum dos dois o pensamento elaborado inflete na direção direta do eu. (De suas três Críticas, Kant antes se endereça na primeira – das três, a de escopo mais amplo – para o que se poderia chamar de formulação dos recursos cognitivos para a elaboração de um  pensamento complexo e coerente, e Hegel, para a historicização de seu embate dialético). Ao assim fazerem, desenvolviam caminhos coerentes com o privilégio do pensar sobre o modo de existir. Ao invés, um pensador da estirpe de Georg Simmel (1898 – 1918), contemporâneo de Valéry (1871 – 1941), assumirá uma postura que seria absolutamente compatível com o que o poeta e ensaísta atribui ao cogito cartesiano. (Remeto ao capítulo sobre Simmel em O Chão da mente, 2021; em sua falta, bastará recordar que a última fase de Simmel foi de adesão ao vitalismo, passível de ser lido como consequência da inversão da proposição cartesiana. É certo que ainda seria manifestação de otimismo supor que a inversão do cogito se encerraria em privilegiar o existir sobre o pensar. Não, próprio do que já chamei de eu performativo consiste na implícita afirmação da redundância “Existo portanto sou”). 

Por mais econômico que tenhamos sido, toda a volta acima foi indispensável para apresentar-se um quadro sintético da oposição entre o moderno delineado – não vamos nos deter em sua diferença com a modernidade – e a globalização mediática. É essa que expressamente convive com o prolongamento da inversão da fórmula cartesiana.

Em vez de continuarmos talvez a cansar o leitor com uma reflexão à moda antiga, parece mais oportuno passar ao segundo tópico e, com ele, vir à maneira de interação em  voga. Seu objeto se encontra em livro de autoria de um professor em “ciências da comunicação”, da universidade de Bordeaux, Alain Mons. A ele tive acesso por sua tradução portuguesa, A Metáfora social. Imagem, território, comunicação (Rés-editora, Porto, s/d.), sendo seu original publicado pela PUF, Paris. (Não entendo por que, em ambos os casos, não se dá a data de edição; a estranheza aumenta porque, ainda que o nome do autor esteja indicado em repertórios internacionais, eles não se referem à obra que consideraremos). Deixemos o detalhe e nos concentremos na síntese que interessa.

De antemão, deve-se considerar que a temática abordada por Mons vem sendo explorada com intensidade desde a década de 1970; mais recentemente, ela tem deixado de se aproximar do uso literário da imagem – saliente em um Roland Barthes – para se concentrar no puro efeito mediático. Dou apenas uma indicação de nomes que foram lidos e referidos pelo autor – G. Balandier, J. Baudrillard, D. Boorstin, P. Breton, P. Fresnault-Deruelle, G. Lakoff, B. Miège, P. Nora, L. Sfez, para não falar de Edgar Morin, já saliente nos anos 70. Deste vale lembrar que, embora já opusesse a “cultura de massa” à “cultura erudita”, não as apresentava como disposições puramente antagônicas, do mesmo modo que o interesse de Barthes pela fotografia se cumpria na ampliação dos efeitos literários. Em A Metáfora social, a atmosfera já é bastante diversa – conquanto desconheça sua data de publicação, observo que sua bibliografia chega a livros ou artigos editados em 1991. Por conseguinte, grosso modo, é em torno de vinte anos que se realiza a configuração, agora nitidamente antagônica, entre a cultura letrada, relacionada com os moldes do pensamento moderno (e extremada na desintegração da modernidade) e a mediática. Mas assim formulá-lo faz correr-se o risco de desprezar a maneira como Mons escreve seus ensaios. 

O subtítulo da tradução – “imagem, território, comunicação” – introduz pelos dois primeiros nomes designações que tornaram usuais no tratamento “erudito” – entenda-se antropológico, sociológico, filosófico, ficcional – da cultura escrita. Com independência do caráter de seu argumento, o autor procura realizar uma interação entre a forma de escrita e seu objeto mediático. Esse contraste provocara o aumento de interesse despertado pelo livro. Assim declará-lo explica que não me proponha escrever sua resenha, mas sim destacar tópicos decisivos seus.

De imediato, chama-se a atenção para o que o autor chama de “imagens de marca”, entendendo por tal aquelas que, por sua constância, tipificam um certo produto industrial. 

As “imagens de marca”, declara ele, são “espelhos deformantes que remetem (…) para uma realidade ela mesma incerta, perturbada no seu seio pelas mediações técnicas”. O leitor, se for mais afeiçoado à linguagem publicitária, estranhará a caracterização de tais imagens como “deformantes”. Um esclarecimento será conveniente. Embora seja certo que Mons oscila entre o uso de uma reflexão concebida em um formato “erudito” e o acatamento da realidade do objeto que examina, há de se notar que o “deformante” não desvaloriza seu objeto senão que atenta para a tentativa de oferecer uma imagem estável e consolidada, em um mundo sujeito a mudanças instantâneas, de recorrência constante, portanto em um mundo desestabilizador. A permanência da “imagem de marca” pretende afirmar que as chuvas e trovoadas não atingem o produto em pauta. (A durabilidade da coca-cola seria seu paradigma – o que o autor não declara). 

Se a primeira caracterização ainda pretende oferecer um compromisso entre estabilidade (do produto) e instabilidade (do mundo que o cerca), Mons afirma que a exploração metafórica na publicidade provoca “o regresso dos ‘arquétipos’, através das figuras publicitárias: pureza, rejuvescimento, renascimento, energia, unicidade, perenidade, poder, etc”, porquanto implica a reiteração de metáforas supostamente refinadas. Para efeito de melhor compreensão, acrescente-se que o termo ‘arquétipo’ tornou-se frequente a partir das obras de Jung, implicando o emprego de metáforas cujo uso atravessaria épocas distintas, que seriam, por consequência, independentes de condicionamentos temporais. O emprego arquetípico da pureza, especialmente adequado para certos perfumes, remeteria ao propósito de mantimento de uma sensação independente do momento em que fora usado. (Pergunto-me por que Mons não dispôs a sensualidade entre os arquétipos mediáticos recorrentes). Pela conservação de seu efeito, as “imagens de marca” são designadas pelo qualificativo de “mitos fundamentais ressurgentes”. Não creio que, ao falar em mitos, o autor pretenda acentuar alguma nota crítica. Não obstante, se não omitirmos o restante do raciocínio há de se concordar que seu fim apresenta um quadro patente de criticidade: “As imagens tautológicas são proposições imagísticas que enunciam a mesma coisa que apresentam. São talvez as mais sintomáticas do objeto do universo publicitário global atual”. Assim sucede porque “o produto-marca se torna o horizonte inultrapassável, a última instância que precede o nada”. 

O final é uma formulação típica da escrita “erudita”, i. e., própria de um mundo que, por mais que sejamos copresentes a ele, não por isso deixa de se dissipar. Que há antes do nada senão a estabilidade proposta pelo produto de marca? A crença em um sagrado desaparecera progressivamente a partir do fim da Idade Média. Em Kant, por excelência, ele fora substituído pela cognição de como o pensamento se formula. Com a historicização enfatizada pelo pensamento hegeliano, a afirmação do cognitivo se mantém no território das ciências – sobretudo nas tidas por exatas, as hard sciences. Fora delas, o que genericamente domina é o chamado eu performático, que antes ressalta o gesticulatório, se possível sensualizado, que o aprofundamento verbal. Mons não opta por esse desenvolvimento senão por aquele com que encerra o ensaio que destacamos: “(…) Nos últimos tempos, a imagem de marca faz referência ao próprio universo publicitário, confirmando a tendência tautológica evocada, e a ‘cultura de massa’ conseguiu digerir, e depois apagar, a ‘cultura erudita’ (E. Morin), resolvendo o seu Outro necessário numa auto-referência que marca o fim de século”.

Concentrando-me na última citação, a linguagem adotada e o próprio corte das frases são caracterizados por figuras frequentes na formulação “erudita”. A novidade que a cerca consiste em que essa linguagem e suas figuras são agora empregadas para declarar a propriedade de um mundo-adversário. A combinação de opostos – linguagem de um mundo que privilegiava a reflexão para falar de um que prefere o tautológico – foi indispensável para precisar o que chegava ao fim e o adverso, ainda pouco reconhecido como tal, que daí nascia. Um e outro voltarão a estar presentes noutro ensaio do mesmo livro. Nele, o autor se indaga a propósito da TV: “(…) Não se tornará a cidade um imenso ecrã, colonizado pelos ‘espaços publicitários’”?

A interpretação aqui sustentada estará sendo parcial se entendermos a última transcrição como se Mons lamentasse a perda de independência do que agora passará a ser colonizado. Não é que não o faça senão que, simultaneamente, dá a entender que a TV provoca uma especialização positiva: “A calafetagem do indivíduo privado, o desejo de conforto e familiaridade, são consubstanciais com espaços urbanos cada vez mais expansivos e anônimos, mas também se articulam, de algum modo, com o ecrã-membrana que ‘desativa as guerras e os horrores do mundo, melhor, transforma-os em espetáculo”. Mas cuidado com a leitura proposta: a suposta especialização positiva se baseia em citação de A Poética do sonho, de Gaston Bachelard, que, como indica seu titulo, não tematizava o mediático. Consciente ou inconscientemente, ao postergar o nome do autor de La Poétique de la réverie às notas no fim do capítulo, Mons ensejava a leitura que de imediato se nos ofereceu.

Na verdade, não se pode definir qual tenha sido o propósito do autor. Mas é indiscutível que, professor “em ciências da comunicação”, Alain Mons não podia assumir uma posição inflexível contra o objeto de sua disciplina. (Imagine-se qual o destino de um professor de biologia ou matemática que se manifestasse contrário à ciência que deveria ensinar). Daí a ambiguidade que temos destacado ao longo deste artigo. Ambiguidade ou duplicidade que se torna evidente em seu final: “(…) Passamos da era simbólica (o objeto representa uma ideia abstrata) para um período analógico (o objeto remete para um outro objeto e assim em seguida, sem fim)”. Tanto em um caso, quanto no outro, o vivente ou o receptor se depararia com o mesmo problema: que é o real? A passagem para o domínio do analógico não interferiria no modo como se vive a vida – a menos que se ressalte que o domínio do tautológico converte em menos iminente a indagação sobre o real ou senão que torna o receptor menos apto para estabelecê-la. Relacione-se a formulação da frase anterior com os ensaios já antes examinados. Neles, fora observado que é propriedade do analógico calar a interrogação, substituí-la por “imagens tautológicas” e/ou por “mitos fundamentais ressurgentes”. Compreende-se que, em termos profissionais – e seu livro participa da mesma ambiência – Mons ou assumiria uma atitude afirmativa quanto a seu objeto ou não poderia escapar de uma certa duplicidade.

Libertos de sua injunção, ressaltemos que as décadas mais recentes acentuam que o que antes era chamado de “cultura de massa” acabou por dissipar a dominância do mundo das cogitações. Dessa nos resta o pequeno espaço em que se insere o presente artigo.

Apenas dois mínimos acréscimos: no começo deste artigo, falei em velhas pernas cansadas. Na aparência, recorria-se a uma fórmula retórica gasta e banal. Na verdade, era uma metonímia por suposto de cunho diverso: velha e cansada está a mente de quem antes se dedicara a escrever livros sobre fenômenos pertencentes à cultura “erudita”. Seu autor agora sabe que o lugar que lhes coube em nosso universo cultural era não só secundário, mas dispensável. Não se diz que livros semelhantes não mais se repetirão; caso o sejam, será com a consciência de pertencerem a um mundo que desaparece.

A segunda observação é bem mais curta: a consideração pessoal é irrelevante. O que importa é a constatação que a vida – não só nos trópicos subdesenvolvidos, embora aí de modo mais flagrante – se auto-estrangula, desde que optou por salientar a mera representação da realidade em que ela se processa. Sim, por certo, isso é um resultado da asfixia capitalista. Mas para que dela falaríamos se não saberíamos como dela sair? 

Luiz Costa Lima é professor emérito da PUC-RJ. Atua principalmente em teoria da literatura, história e crítica literária, literatura brasileira, teoria e filosofia da história, história dos discursos. Autor de mais de vinte livros, entre eles A trilogia do imaginário (2007), Frestas. A teorização em um país periférico (Contraponto / PUC-RJ, 2013), Mímesis e arredores (CRV, 2020). Seu último livro é O chão da mente: a pergunta pela ficção (EdUNESP, 2021).




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