Fios do Tempo. Se pós-estruturalista for, Foucault está superado?– Aldo Tavares

Hoje é o dia em que Foucault faria 100 anos. Nada melhor para homenagear um autor do que evitar a mera celebração reverencial e se dispor a discuti-lo de modo crítico e argumentativo. O Fios do Tempo se propõe a colaborar com isso, começando com a publicação de dois textos de perspectivas muito diferentes entre si.

De um lado, José Crisóstomo, autor de “Para além de Marx, Foucault, Frankfurt“, se recusa a celebrar Foucault como o herói da esquerda e levanta a questão de Foucault como problema, mais precisamente, o problema, filosófico e político, que há no pensamento de Foucault. Crisóstomo defende, para além de Foucault, uma filosofia da práxis como poiésis, orientada por um ponto de vista prático material, sensível, anti-linguocêntrico, não-representacionista.

De seu lado, Aldo Tavares propõe a reflexão “Se pós-estruturalista for, Foucault está superado?“. Em resposta implícita a um diálogo comigo, o autor defende Foucault do rótulo de “pós-estruturalista” e argumenta em favor de uma leitura não-dualista de seu pensamento, lastreada no velho Platão, em Nietzsche e em Deleuze, que seja capaz de abrir uma compreensão filosófica do que é a luta política.

Os dois textos são, em alguns pontos, antípodas, mas em outros confluem. Ao invés de comentá-los, deixo ao leitor o exercício de pensar com/contra eles.

Fios do Tempo, 15 de outubro de 2026
A.M.

Produtos recomendados

Se pós-estruturalista for,
Foucault está superado?

Sempre que se reconhece um pensador na pós-morte, o agenciamento coletivo de enunciação, além de identificar o Eu sem sua matilha, identifica-o segundo uma época, e, como extensões desse agenciamento, os enunciados repetem: “Foucault é estruturalista”, “Foucault é neoestruturalista”, “Foucault é pós-estruturalista”. Sempre a identidade. Sempre alguma época.

Primavera de 1983. O filósofo francês assevera: “Nunca fui freudiano, nunca fui marxista e jamais fui estruturalista” (Ditos e escritos II, 2025, p. 327). Dizer que Foucault pertence a um corte epistêmico é marcá-lo segundo a época da história da filosofia, e não desmarcá-lo segundo a filosofia. “Sinto-me embaraçado porque não vejo claramente o que isso quer dizer, nem mesmo – pouco importa a palavra, sempre se pode usar uma etiqueta arbitrária – qual o tipo de problemas que é visado através dessas palavras, ou o que haveria de comum entre as pessoas chamadas pós-modernas” (Ditos e escritos II, 2025, p. 339). Tipo de problemas visados, Foucault não o vê nos chamados pós-modernos ou pós-estruturalistas.

O conceito de identidade fundamenta-se no mundo suprassensível – ausência de movimento –, e a história, ainda que tenha olhado a vida de Foucault, fixa-o numa época, fixa-o como um Eu em si mesmo. No entanto, embora seja conceito propagado por todo canto acadêmico ou por todo canto da casa, identidade não corresponde à natureza da vida, sendo ilusão dos sentidos. Ainda assim, fragmentamos o conhecimento por identidades nominais e épocas, porque o Estado brasileiro a efetua muito bem em seus livros didáticos, dispositivos úteis a uma microfísica do poder. Na França, livros didáticos de filosofia não visam à fragmentação, e muito menos fixam nomes e épocas como primazias, exemplo, as páginas de Philosophie terminales L, ES, S, de Françoise Raffin, de Michel Autiquet e de Michel Piettre. Nosso hábito intelectual, porém, identificar o nome e situá-lo numa época: “Foucault é pós-estruturalista”.

Ainda assim, compreendo: impossível fugir ao nome, à época, mas identifico a fim de (des)cobrir conceitos que atravessam Foucault, no caso, o conceito primeiro, o mesmo que atravessa pensadores e séculos, conceito que é a própria vida: movimento. Segunda-feira, 7 de Setembro. No escritório, vejo eucaliptos, prédios, céu nublado e, ao som de uma chuva que se mistura com o som barroco de Bach, escrevo sem desejar sobrevoar alguma ideia epocal já dada a respeito de Foucault, por exemplo, certos professores asseveram que o pensador francês é dualista por causa de ser pós-estruturalista. Sem sobrevoo, pouso em entrevistas e em Microfísica do poder, com a finalidade de refutar a ideia de que Foucault é dualista, assim como desaprovar a noção de que a filosofia que o atravessa busca a fusão de signos dessemelhantes.

No entanto, ainda que fosse pós-estruturalista, a identidade de sê-lo – e toda identidade se ilude porque acredita que o movimento é fixo – não é o princípio filosófico verdadeiro que nega a oposição binária; o que nega essa oposição é a beleza de um conceito bastardo que cruzou séculos e séculos, tendo sido estratificado como gótico, barroco, modernista, como pós-estruturalista. Ora, como sabemos, o pensamento se acolhe no conceito, e o conceito que a história submete a marcas fixas de épocas é o de movimento. A história suspende o movimento – chama-o de época, estratifica-o.

Esse, portanto, o princípio filosófico: movimento, não a época pós-estruturalista. Quando afirmei que identidade não corresponde à natureza, é que tudo que vejo pela janela do escritório é “movimento vital”, aliás, tradução do grego phýsis, natureza significa “movimento vital”. Tudo é movimento. Inobstante isso, compreendo, identificar é uma necessidade… ainda que enganosa. Entre livros que edificam minha biblioteca, preciso de nomes a fim de organizá-la e, se organizo-a, é porque identifico a ordem conforme os nomes: o F de Foucault vem depois do D de Deleuze, e não após o E de Epicuro, filósofo de outra época. É prático.

Para além de nomes e de épocas sucessórias que organizam a biblioteca, não leio Foucault na condição de indivíduo isolado, de biografia fixa ou de doutrina fechada; leio-o consoante a natureza, o movimento vital, quer dizer, leio-o como rizoma – Foucault deixa de ser identidade e época, passando a ser princípios de conexão, de heterogeneidade, de multiplicidade e de ruptura assignificante –, na medida em que o leio como conceito, cuja natureza movimenta-se entre a duração em Bergson, o fora em Blanchot, a verdade em Nietzsche. “Um rizoma não começa nem conclui, ele se encontra sempre no meio, entre as coisas, inter-ser, intermezzo” (Mil platôs, 1995, p. 37). Não sou deleuze-guattariano.

Duração. Fora. Verdade

Estamos em 1943. Aos 17 anos, Foucault ingressa no liceu de Poitiers, onde desperta seu gosto por Bergson, isto é, desperta seu gosto por uma concepção de movimento, o de duração, que é indivisível. Mais tarde, em 1953, tendo a seu dispor a biblioteca École Normale Supérieure, Foucault lê Blanchot, melhor, lê o conceito de fora como não externo ao dentro. Não há polaridade binária. Ainda em 1953, Nietzsche afeta Foucault. Sem ser a coisa em si, o conceito de verdade é o que passa como intermediário neutro. A verdade, portanto, relação de forças, mas força em Nietzsche não é a imagem bruta do martelo, e sim o que passa entre o-martelo-e-o-diapasão (Crepúsculo dos ídolos, 2006, p. 7-8).

O que há em comum entre a duração em Bergson, o fora em Blanchot e a verdade em Nietzsche? Sem oposição entre ser e não-ser, comum entre eles é a ideia de movimento, diga-se, ideia que traça ruptura com o movimento hegeliano, o qual Foucault deixa à mostra em 1978: “(…) Desde que se pronuncia a palavra ‘dialética’, se começa a aceitar, mesmo que não se diga, o esquema hegeliano da tese e da antítese e, com ele, uma forma de lógica que me parece inadequada” (Ditos e escritos IV, 2015, pp. 253-54). Assim, porquanto se refere ao conceito de movimento não dualista, Foucault vai à natureza, à biologia:

Tomemos o domínio biológico. Nele encontramos um número importante de processos recíprocos antagonistas, mas isso não quer dizer que se trate de contradições. Isso não quer dizer que haja, de um lado do processo antagonista, um aspecto positivo e, do outro, um aspecto negativo. Penso que é muito importante compreender que a luta, que os processos antagonistas não constituem, tal como o ponto de vista dialético pressupõe, uma contradição no sentido lógico do termo. Não há dialética na natureza (2015, p. 254).

Não há dialética em phýsis, o movimento é não dialético, não havendo, pois, oposição entre ser e não-ser, mesmo porque nem divisão há. É Bergson quem amplia a ideia de movimento sem contradição, indiviso, porque “o movimento está sempre no intervalo entre essas posições” (História da ideia de tempo, 2023, p. 73). Posso afirmar que Foucault já não é ele mesmo, já não é um Eu em si mesmo, pois reconheço nele os seus: duração, fora, verdade. Ajudado, aspirado, multiplicado, Foucault é muitos – todo lobo é matilha.

28 de junho de 1984. Em Les Nouvelles Littéraires, o filósofo declara que “sou simplesmente nietzscheano”, no sentido de que a verdade e a história da verdade e da vontade de verdade eram para Nietzsche centrais. “(…) meu problema nunca deixou de ser a verdade” (2025, p. 337). Foucault é nietzschiano, e Nietzsche é muitos. Não apenas: Foucault é blanchotiano, e Blanchot é tantos. Ou ainda: Foucault é bergsoniano, e Bergson é outros. Mais: Foucault é a inversão do platonismo pensada pelo próprio Platão, e Platão é multiplicidades. Entre eles, um elo; entre tais nomes, o mesmo conceito, o primeiro – o de movimento.

Quando afirmo que esses nomes são atravessados pelo movimento [não hegeliano], digo que passa por eles a terceira síntese do tempo, síntese que não só nega os extremos ou o dualismo  – o hábito do presente e a memória do passado –, como nega-os para afirmar o tempo como síntese disjuntiva, onde o hábito do presente e a memória do passado coexistem na fenda, na fissura. Não se trata, portanto, dos limites impostos pelos extremos, e sim o limiar entre eles.

O poder pensado por Nietzsche – aliás, Foucault o qualifica de o filósofo do poder (Microfísica do poder, 1979, p. 143) – possui a natureza da síntese disjuntiva, e, por essa trilha conceitual, Foucault segue os passos curvos de Nietzsche. Por causa dessa natureza, o poder é, potencialmente, criativo, dado que, ao motivar o dualismo, ele é não dualista ou, ao buscar o fora, subverte esse mesmo fora por ele ser o dentro. A terceira síntese neutraliza os desiguais em virtude da torção ontológica – o fora é dentro e o dentro, fora, sendo nem um nem outro.

O fora

O tempo, 1950. Com 24 anos, Foucault devora Saint-John Perse, devora-o: qualidade de quem deseja intensamente, e o filósofo deseja intensamente a concepção de movimento não dualista que cruza a literatura persenienne. Em O espaço literário, Blanchot pensa os versos de Exílio, onde o eu-lírico em Perse refere-se ao fora. O poder, ator de si mesmo, não pertence à verdade, porque o próprio poder “é o que escapa ao movimento do verdadeiro, que sempre, por qualquer lado, [ele] revoga, esquiva-se ao seu significado, designando essa região onde nada reside, onde o que ocorreu, porém, não ocorreu, onde o que recomeça nunca começou ainda (…)” (O espaço literário, 1987, p. 238). O poder, pois, um errante, não tem pátria na verdade, pois, ainda que esteja dentro da mesma língua de um povo, ele é o fora que é dentro, reinando na superfície a profundidade da dissimulação, ou seja, o poder movimenta-se entre o-familiar-e-o-estranho, sendo nem um nem outro. O movimento não dualista que cruza a literatura é o mesmo que obliqua o poder.

Após 13 anos de ter lido Blanchot, Foucault escreve, em junho de 1966, O pensamento do exterior, belíssimo texto em que pensa o fora que é dentro. Uma vez nesse espaço de exceção, “a linguagem escapa ao modo de ser do discurso – ou seja, à dinastia da representação –” (Ditos e escritos III, 213, p. 224), diga-se, escapar à dinastia da linguagem extensiva significa escapar ao dualismo “fora e dentro”, afinal, o espaço literário se faz neutro por ser a potência do vago.

Nesse sentido, lê-se nas entrelinhas de seu texto a ontologia do vago, fenda por que passa o movimento que não distingue os opostos, por isso a grafia assertiva “fora-e-dentro”: o fora participa do dentro e o dentro, do fora. Quanto a isso, ao não dualismo, Foucault assinala que a força para Nietzsche é “a pura e a mais desnudada experiência do exterior” (Ditos e escritos III, 213, p. 231), a qual “experimenta, no vazio e no desnudamento, a presença do exterior e, ligado a essa presença, o fato de que se está irremediavelmente fora do exterior” (Ditos e escritos III, 213, p. 231). Não há, pois, polaridades binárias, mas tão somente um fora bem mais longínquo do que o externo tanto em Nietzsche quanto em Foucault.

Dezembro de 1964. Foucault declara, nas Facultés Universitaires Saint-Louis, Bruxelas, que “a literatura é um terceiro ponto que é exterior à reta que vai de uma à outra e que, por isso mesmo, desenha um espaço vazio” (A grande estrangeira, 2016, p. 80). No fim dos anos 1960, a relação com a literatura parece se apagar, mas a marca literária, a da ontologia do vago, desloca-se para uma filosofia que pensa o poder enquanto “coisa enigmática, ao mesmo tempo visível e invisível, presente e oculto” (Microfísica do poder, 1979, p. 74); ao mesmo tempo, dentro-e-fora – o poder desenha um espaço vazio.

Literatura. Poder

O não dualismo dentro-e-fora proporciona estranheza por ser, no ato da leitura,  acontecimento literário que marca uma fenda na linguagem ordinária; esse não dualismo, entretanto, não causa estranheza quando o poder se serve dele. No romance Thomas, o Obscuro, de Blanchot, a estranheza está presente; e, ainda que em graus distintos, o não dualismo é lido em Vigiar e punir, onde o panoptismo anula a oposição entre o dentro e o fora. Tecidas por uma concepção de movimento, tais obras conduzem Thomas e o panóptico à torção ontológica, neutralizando, pois, a oposição entre ser e não-ser.

Torção ontológica não significa fusão de signos opostos; neutralizar, muito menos. Pelo exposto até aqui, ressalto não ser fusão embora, em O discurso filosófico da modernidade, Habermas, referindo a Foucault, escreva que o filósofo francês “efetua uma fusão de significados opostos” (2024, p. 358). O pensamento do exterior, dedicado a Blanchot, deixa legível que não amalgama signos opostos, pois fusão implica, antes, o dualismo “ser e não-ser”, ou seja, havia o não-ser externo ao ser. Esse movimento dualista, porém, é refutado por Foucault no texto a Blanchot. Mais: ao dizer fusão, o que era dualidade passa a ser unidade, mas não há fusão, pois o fora é o não oposto do dentro, e sim o mesmo dentro como fora, sem deixar de ser dentro. Não há, antes, a divisão ser e não-ser para, então, haver fusão. O movimento que atravessa Foucault é indivisível, sendo sempre o outro do mesmo.

Então, quando em Microfísica escreve-se que o poder é uma coisa tão enigmática porque, ao mesmo tempo, é visível-e-invisível, é presente-e-oculto, isso é não dualismo, isso é não fusão. Microfísica significa “pequeno movimento”, e ele é indivisível. Suponhamos, contudo, que o poder seja dualista e busque a fusão de significados opostos. Ora, ele não seria nem enigmático. Mas é tão enigmático quanto o fora em O pensamento do exterior, em que o poder consiste em não mostrar “o quanto é invisível a invisibilidade do visível” (2013, p. 229). O poder joga no meio do fora-e-dentro. Ele, “o intermediário neutro” (2013, p. 229). Enfim, em O pensamento do exterior, eu tresleio, entre presença-e-ausente, um movimento que atravessa o panóptico.

Marxismo, empobrecimento político

O marxismo herdou de Hegel um movimento pensado como oposição entre ser e não-ser. 1978, 25 de abril. Foucault diz que “uma coisa é determinante: que o marxismo tenha contribuído, sempre, para o empobrecimento da imaginação política” (Ditos e escritos VI, 2013, p.190), na medida em que o poder é senão outra coisa uma modalidade em sentido elementar, sentido fácil, sem profundidade, já que fixa a luta política em polaridades binárias ou em identidades opostas, o que determina a identidade A ser diferente da identidade B – o não-ser é externo ao ser.

Entretanto, por ser microfísico ou por ser pequeno movimento, o poder neutraliza-se no cotidiano da linguagem extensiva; torna-se familiar, anulando, pois, toda estranheza que o dualismo possa proporcionar. Por outro lado, o poder serve-se também até de dispositivos contrários a ele a fim de normalizar uma prática semântica contra o próprio poder. No cotidiano, portanto, circula o pequeno movimento de ser o poder, ao mesmo tempo, dualista-e-não-dualista, sendo nem um nem outro.

Lidos paradoxos sobre paradoxos, o marxismo, dessemelhante disso, não realiza a torção ontológica e, porque não a realiza, sua noção de movimento fixa os extremos e, com efeito, a oposição entre eles, o que motiva o combate-contra, aliás, combate lido em Ulisses, onde, após dez anos de guerra, as identidades grega e troiana chegam ao insolúvel, isto é, o movimento de oposição torna-se imóvel, o combate-contra chega ao impasse, não há síntese: sem vencedor. É preciso criar, então, outro movimento, um pequeno movimento, microfísico, vale dizer, movimento que é, ao mesmo tempo, combate-e-não-combate. Quem cria, ele, Ulisses, guerreiro da deusa Atena, filha de  Métis, que rompe com os dualismos amigo e inimigo, dentro e fora, paz e guerra, grego e troiano.

Em O pensamento do exterior, suas linhas confirmam o que Foucault, 11 anos após 1978, viria a traçar em Microfísica: o poder é nem dentro nem fora; porém, ao mesmo tempo, visível-e-invisível, presente-e-oculto, enfim, ao mesmo tempo, dentro-e-fora, por isso microfísico, pequeno movimento. Retorno à entrevista de 1978:

Marx diz, efetivamente, que o motor da história reside na luta de classes. E muitos, depois  dele, repetiram essa tese. (…). Mas até aqui ninguém examinou nem aprofundou a questão de saber o que é a luta. O que é a luta, quando dizemos luta de classes? Visto que dizemos luta, trata-se de conflito e de guerra? Mas como essa guerra se desenvolve? Qual é o seu objetivo? Quais são os seus meios? Sobre que qualidades racionais repousa? O que gostaria de discutir, a partir de Marx, não é o problema da sociologia de classe, mas o método estratégico relativo à luta
(Ditos e escritos VI, 2013, p. 197).

Repensar o combate na guerra política atual no Brasil passa por Foucault? Foucault está ultrapassado? o pós-estruturalismo, superado? Perguntas incorretas. Uma única indagação, a mais apropriada: o conceito de movimento que atravessa nomes e épocas foi superado?

ALDO TAVARES é livre-pesquisador do Ateliê de Humanidades, professor de filosofia e mestre em filosofia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde defendeu a dissertação “A inocência infantil como potência do falso: platôs entre as fábulas de Platão e a criança de Nietzsche-Deleuze”.

Catálogo do Ateliê de Humanidades Editorial


Últimos posts

Deixe um comentário

Acima ↑