Pontos de Leitura. Introdução a Max Weber e sua sociologia da religião – por André Magnelli

Neste sábado, começamos o curso sobre “Sociologia da religião de Max Weber: uma introdução“. Neste contexto, publicamos no Pontos de Leitura do Ateliê de Humanidades um texto escrito por André Magnelli para uso dos alunos no curso, onde temos uma introdução a quem foi Max Weber, qual foi seu percurso intelectual e como se formulou em sua obra uma agenda de sociologia da religião.

Quer ler em .pdf? Só baixar aqui.



Introdução a Max Weber e
sua sociologia da religião

André Magnelli

Quem foi Max Weber?

Max Weber é um sociólogo alemão que nasceu em Erfurt, em 21 de abril de 1864, e morreu no dia 14 de junho de 1920 em Munique, vítima da epidemia de “gripe espanhola” aos 56 anos. Casou-se em 1893 com Marianne Weber, que foi não apenas uma companheira ao longo de toda sua vida, como também foi a responsável por reunir e publicar postumamente seus escritos, bem como a autora da primeira e grande biografia sobre Weber.

Ao lado de outros, como Auguste Comte, Émile Durkheim, Marcel Mauss, Karl Marx, Georg Simmel e Gabriel Tarde, Weber é um clássico das ciências humanas, históricas e sociais, conhecido por ter desenvolvido uma “sociologia compreensiva” baseada no conceito de “ação social” e uma metodologia histórico-comparativa fundada em “tipos ideais”.

É muito comum compreender a obra de Weber em contraste com o “materialismo histórico” desenvolvido por Marx e pelos marxistas, de forma a tomá-los como antagonistas na explicação da origem, natureza e dinâmica das sociedades modernas. Tal oposição é feita considerando, sobretudo, as diferenças quanto à análise do capitalismo industrial e às formas de entender a relação entre economia, sociedade e cultura, o que envolve também uma disputa sobre a metodologia das ciências humanas e as orientações políticas, econômicas e sociais dos cientistas, políticos e cidadãos. Tal contraste entre Weber e Marx faz sentido e é pertinente, contudo, conforme formos avançando nos estudos no Ateliê de Humanidades, entenderemos melhor não apenas o que isso quer dizer, como também poderemos nos livrar de leituras demasiado simplistas, esquemáticas e contraproducentes para o desenvolvimento de problemáticas relevantes.

A obra weberiana é uma das mais influentes do século XX, que abrange quase todo o universo de temas, como teoria social, cultura e axiologia; epistemologia e metodologia científica; poder, dominação, Estado e política; capitalismo, mercado e burocracia; classes sociais, estamentos e mobilidade social; formas de vida agrária e citadinas; direito, economia e racionalização; educação, profissões e governo; estética, artes e emoções; e, last but not least, ética, orientações de vida e religião. Por isso, quase não existe disciplina nas ciências sociais e aplicadas que não tenha tido alguma influência de Max Weber.

Brevíssimo percurso pela obra

Weber formou-se em direito pela Universidade de Heidelberg (1882), onde também fez cursos de história, economia e filosofia. Escreveu uma dissertação sobre a história das corporações medievais de comércio (1889) e uma tese sobre “A história agrária romana e seu significado para o direito público e privado” (1891). Habilitou-se com o doutorado a ensinar direito comercial, germânico e romano, ingressando como professor na Universidade de Berlim em 1891. Três anos depois, em 1894, tornou-se professor de economia da Universidade de Freiburg, passando depois para a Universidade de Heidelberg em 1896. Quando se mudou para Freiburg, Weber tornou-se figura central na composição de um ciclo de eminentes intelectuais e políticos que se encontravam em sua casa e de Marianne, como Ernst Troeltsch, Werner Sombart, Robert Michels e Georg Jellinek.

Nesta primeira fase, o jovem Max Weber pesquisou na interface entre história econômica, jurídica e agrária. Ele se concentrou em duas frentes: de um lado, tratou da questão agrária na Antiguidade e na Alemanha, neste último caso realizando estudos sobre a condição do trabalhador agrícola e suas relações com a política econômica nacional; de outro lado, pesquisou a origem e a lógica da Bolsa de Valores através da perspectiva de uma história econômica.

Em 1898, Weber teve uma crise de depressão profunda, que o tirou de todas as atividades até 1902. Sua patologia psíquica o acompanhou cronicamente ao longo de toda a vida, em um quadro que alguns classificariam hoje como depressivo, ou maníaco-depressivo (“bipolar”). Ele só retornará efetivamente às atividades de ensino em 1918 na Universidade de Munique, dois anos antes de sua morte. Ao retornar às pesquisas em 1902, ele entra em uma segunda fase. Em 1904, torna-se editor do Archiv für Sozialwissenschaft und Sozialpolitik [Arquivo para a ciência social e a política social] (1904), juntamente com Werner Sombart e Edgar Jaffé. Nesta revista, ele publicará muitos dos seus ensaios, hoje clássicos, sobre metodologia das ciências da cultura e sobre as religiões universais.

Politicamente, existem muitas querelas em torno de seus posicionamentos: alguns o qualificam como um conservador nacionalista, outros como um liberal democrata. A respeito de suas posições políticas, vale ressaltar que ele foi filiado desde 1888 à Verein für Sozialpolitik(Associação para a Política Social ou Associação Alemã de Economia), uma associação de economistas alemães filiados à escola histórica e orientados por uma visão econômica voltada para problemas sociais nacionais, uma espécie de meia via entre socialismo e liberalismo, com forte teor nacionalista. Ela tinha por membros eminentes economistas como Gustav von Schmoller, Lujo Brentano e Adolph Wagner, interlocutores de Weber em alguns de seus escritos metodológicos, conhecidos pejorativamente como “socialistas de cátedra”.

Mais tarde, em 1909, Weber sai da Verein e foi membro fundador, junto com muitos outros, incluindo Ferdinand Tönnies e Georg Simmel, da Deutsche Gesellschaft für Soziologie (Associação Alemã de Sociologia). Todavia, ele se retirou do comitê executivo da Associação em 1911 por causa da disputa sobre a questão da liberdade em relação aos valores nas ciências sociais.

Em termos factuais, temos, de um lado, que Weber foi um nacionalista alemão, ao mesmo tempo crítico dos ideais revolucionários e defensor da questão social e do pluralismo liberal. Neste sentido, ele se engajou em busca de solução para os desafios constitucionais e parlamentares da República de Weimar e empreendeu a construção (fracassada) de um partido que combinasse liberais e social-democratas. Por outro lado, Weber possui algumas posições que podem elencá-lo dentro de uma tradição conservadora: são os casos de sua crítica à imigração polonesa, de seu ceticismo normativo, de seu decisionismo político e de sua visão de Realpolitik, que compreende a política como uma luta por poder e dominação em que a distinção entre elites e massas faz parte do curso das coisas.

Mesmo que tenha tido uma vida atribulada e relativamente breve, com problemas de saúde, Weber produziu abundantemente. Suas obras completas, as Max Weber Gesamtausgabe, possuem 34 tomos de Escritos e Discursos (divididos em 25 números), além de ter 13 volumes de Cartas e 7 volumes de Lições.1 Por essa razão, antes de apresentarmos o seu percurso pelos estudos sobre as religiões, vale ressaltar que Weber aprofundou, intensificou e ampliou suas frentes de investigação, publicação e/ou escrita a partir de sua retomada às atividades em 1902. Uma rápida passagem pelas Obras completas permite elencar, en passant, os distintos temas abordados por ele:

  • a história econômica e social da Antiguidade europeia e não-europeia (Mesopotâmia, Egito, Pérsia);
  • a lógica e o método das “ciências da cultura” e a vocação da ciência especializada;
  • a Revolução Russa de 1905 e, posteriormente, uma análise do socialismo;
  • o parlamento, o governo e a organização constitucional do Estado;
  • a condição do trabalhador industrial e a psicofísica do trabalho;
  • a sociologia histórica, sistemática e comparada do direito;
  • as categorias sociológicas da gestão econômica e a história geral da economia;
  • a política como vocação, o sufrágio universal e a democracia plebiscitária;
  • a profissão de docência, o sistema universitário e a liberdade de cátedra;
  • a sociologia da música, as artes e a racionalização da esfera artística;
  • os fundamentos da sociologia compreensiva e as categorias sociológicas fundamentais;
  • uma história e tipologia das cidades, com atenção especial à especificação da singularidade da cidade moderna;
  • formas de dominação e de relações comunitárias e associativas;
  • etc.

A Sociologia da Religião na obra de Weber

Neste texto, meu intuito é apenas apresentar como emerge a questão sociológica da religião na obra de Weber; posteriormente poderemos analisar com cuidado os distintos aspectos abordados pelo autor. Por enquanto, é importante notar que a pluralidade de temas acima elencados, assim como o amplo escopo de religiões estudadas, não devem ser entendidos como uma fragmentação de problemáticas e interesses por parte de Weber. Muito pelo contrário, a obra weberiana possui uma coerência muito grande, um leitmotiv, que o permite perpassar pelos distintos temas mantendo uma alta integração teórica e relevância empírica. Qual seria este núcleo integrador? É a questão da singularidade e do desenvolvimento dos racionalismos típicos das modernas sociedades no Ocidente. Este problema possui duas fases de formulação: inicialmente, ele aparece através da questão da origem do capitalismo industrial na modernidade; posteriormente, ele se ampliará para a questão da racionalidade e das formas de racionalização em nosso mundo, analisando-as nas distintas esferas da vida social (religião, direito, Estado, ciência, ética, artes etc.).

A partir de seu retorno às atividades em 1902, a religião entra no centro de suas investigações. No segundo volume da Archiv für Sozialwissenschaften und Sozialpolitik [Arquivo para uma ciência social e política social], de 1905, é publicada a primeira parte do mais influente estudo de sociologia da religião de Weber: A ética protestante e o espírito do capitalismo. Como veremos ao longo dos nossos estudos, este livro coloca a questão da causalidade histórica singular que teria feito emergir o moderno capitalismo industrial, nascido da afinidade eletiva e do entrelaçamento causal entre o ethos protestante e a racionalização econômica das empresas e do trabalho que são típicas do “espírito do capitalismo”.

Logo após a publicação de Ética protestante e o Espírito do Capitalismo, ainda em 1905, Weber foi visitar, pela primeira e única vez, os Estados Unidos da América, a fim de participar do Congresso de Artes e Ciências, em Saint-Louis, Estado de Missouri. Lá ficou por três meses. No retorno, sob o impacto da observação dos costumes americanos e do contato com as autoridades, onde pôde observar as relações entre a vida religiosa, econômica e política nos EUA, ele publica em 1906 “‘Igrejas’ e ‘seitas’ na América do Norte – um esboço sobre política eclesial e social”, que será ampliado e publicado em 1920 no primeiro volume dos “Ensaios reunidos de Sociologia da religião” com o título “As seitas protestantes e o Espírito do Capitalismo”.2 O impacto das teses weberianas teve efeito no meio intelectual, uma vez que, entre 1907 e 1910, deu-se um debate crítico em torno das suas teses sobre a relação entre o capitalismo e o protestantismo.3

Depois dos textos sobre a ética protestante, Weber empreende a escrita de uma sociologia sistemática da religião, que fazia parte de um projeto de tratado de sociologia e economia. Entre 1910 e 1913, ele escreve um ensaio de “sistemática da religião” que será publicado postumamente no primeiro volume de Economia e Sociedade com o título “Sociologia da religião (tipos de relações comunitárias religiosas)”.4 Este texto é muito difícil de ser penetrado, dado seu caráter de esboço, que é combinado à sua grande abrangência temática e à quantidade imensa de conhecimentos de história de religião por ele mobilizados.

Depois de servir durante curto período em um hospital militar com o início da I Guerra Mundial, Weber retorna para suas investigações sobre as religiões, dando começo ao ambicioso projeto de uma Ética econômica das religiões mundiais (1915-1920). Neste momento, o interesse pelas religiões mundiais já faz parte da problemática mais ampla da origem do racionalismo no mundo moderno.

Com o avançar de nossos estudos, iremos aprofundar estas questões, tendo inclusive a possibilidade de entender, com Carlos Eduardo Sell, quais são as relações entre racionalização, secularização e desencantamento do mundo na obra weberiana. Por enquanto, importa sinalizar que o objetivo que anima as investigações weberianas é o de identificar, comparativamente, quais são as distintas correlações causais entre, de um lado, os ethos e as ações religiosos nas suas relações com o mundo e, de outro, as ações econômicas e as distintas formas de racionalização do mundo. Ainda que possamos e devamos encontrar uma riqueza de questões na leitura dos escritos que ultrapassaram as intenções do autor, o fato é que devemos tomar em conta quais são as hipóteses científicas que subjazem suas investigações.

Portanto, o objetivo central não estava em fazer uma história das religiões em geral, mas sim a história do desenvolvimento singular do Ocidente, melhor dizendo, a identificação da causalidade singular do racionalismo ocidental e moderno. Isso fica claro na Observação preliminar (texto que é chamado pelos weberianos de Vorbemerkung, a fim de diferenciá-lo da Introdução/Einleitung), publicada um pouco antes da morte de Weber no primeiro volume dos Ensaios Reunidos de Sociologia da Religião (sobre o qual falaremos abaixo). Para este volume, Weber fez uma ampla revisão de Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, com o acréscimo da famosa segunda parte onde traz a tese do desencantamento do mundo.

Por fim, o fato de os estudos de religião estarem associados ao problema da racionalização torna explícito o porquê de estarem articulados com as demais frentes de investigação, que tratam das cidades, das formas de associação e dominação, do direito, das classes sociais e estamentos, da gestão econômica, da emoções orgiásticas e das formas de racionalização ética e estética etc.

Deste modo, a partir de 1915, Weber passou a publicar seus estudos na Archiv, que posteriormente seriam retomados, juntamente com os escritos sobre a ética protestante, na obra em 3 volumes intitulada Ensaios Reunidos de Sociologia da Religião (Gesammelte Aufsätze zur Religionssoziologie, 1920), que começaram a ser publicados no ano de morte de Weber. No próprio ano de 1915, Weber já havia publicado as primeiras versões da Introdução às Religiões Mundiais (chamada pelos weberianos de Einleitung), dos capítulos sobre as religiões na China (Confucionismo e Taoísmo) e da “Consideração intermediária: [teoria dos] estágios e direções da rejeição religiosa do mundo”. Entre 2016 e 2017, ele publicou gradualmente os capítulos que compõem seu livro sobre as religiões da Índia (hinduísmo e budismo), que será republicado de forma inalterada nos Ensaios Reunidos. Por fim, entre 1917 e 1920, virão a público na Archiv, em 6 partes, seus estudos sobre o Judaísmo Antigo, publicado posteriormente nos Ensaios reunidos com a inserção de um anexo sobre “Os fariseus”.

No final das contas, ficamos com um Ensaios reunidos em Sociologia da Religião composto da seguinte forma:

  • Ética econômica das religões mundiais, volume I, contendo:
    • um texto inicial de Observações Preliminares (Vorbemerkung);
    • a Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo (em uma 2a edição completamente revista e ampliada);
    • o primeiro volume de Ética econômica das religiões mundiais, com;
    • a Introdução geral (a Einleitung);
    • o ensaio sobre as religiões da China: Confucionismo e Taoísmo;
    • e a Consideração intermediária: teoria dos estágios e direções da rejeição religiosa do mundo.
  • Volume II: Hinduísmo e budismo;
  • Volume III: Judaísmo Antigo.

Nas publicações ulteriores, incluindo aquelas em português, tornou-se um padrão separar o volume I dos Ensaios reunidos, publicando-se os textos sobre a ética protestante em livros próprios, deixando-se os textos restantes como sendo 3 volumes do livro Ética econômica das religiões mundiais. É o que foi feito, por exemplo, na edição da Vozes, que está trazendo pela primeira vez no Brasil uma tradução destes volumes (faltando publicar ainda aquele sobre as religiões da Índia). Note-se que as “Observações preliminares“, que às vezes são publicadas como uma Introdução à Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo (foi o que fez a editora Pioneira na primeira tradução brasileira), dizem respeito, na verdade, ao conjunto dos Ensaios Reunidos, isto é, a todo o conjunto do projeto sobre as religiões mundiais. Além disso, sinalizamos que o ensaio sobre As seitas Protestantes, a Introdução geral e a Consideração Intermediária foram publicados no volume Ensaios de Sociologia reunido por H. H. Gerth e Ch. Wright Mills (sendo a Introdução geral publicada com o título “A Psicologia Social das Religiões Mundiais”).

Infelizmente, o plano original de Weber estava longe de ser concluído com os três volumes dos Ensaios Reunidos, pois ele pretendia incluir ainda estudos sobre os cristianismos (primitivo, medieval e oriental), o islamismo, o judaísmo talmúdico, as religiões imperiais (Egito e Babilônia) e o zoroastrismo. Assim, haveria um volume dedicado ao cristianismo primitivo, ao judaísmo talmúdico, ao islamismo e ao cristianismo oriental; e um último volume seria totalmente dedicado ao cristianismo ocidental.

O fato de sua morte repentina ter interrompido a escrita faz com que tenhamos que buscar no ensaio de 1913, Sociologia da Religião (tipos de relações religiosas comunitárias) (publicado em Economia e Sociedade), os fragmentos de interpretação fornecidos por Weber sobre todas as religiões não contempladas no Ensaios reunidos. Ali temos o escopo mais amplo e rico da sociologia comparada weberiana – em sua forma inacabada, infelizmente.

Por esta razão, depois de fazermos na próxima aula uma apresentação por Carlos Eduardo Sell das problemáticas da secularização, da racionalização e do desencantamento do mundo, iremos partir para um estudo cuidadoso do Sociologia da religião, colocando-o em diálogo com os demais textos de Economia e Sociedade. Inclusive, iremos tratar da própria natureza deste problemático livro, que é uma das obras de sociologia mais influentes de todos os tempos, mas que, em decorrência de decisões exegéticas, foi dividida em vários volumes pelos editores das Obras Completas.

Notas

1 As Max Weber Gesamtausgabe (MWG) são divididas em três partes. Na primeira parte temos os escritos e discursos (Schriften und Reden), enumerados com MWG I; na segunda, tem as Cartas (Briefe), enumerados com MWG II; e, por fim, as Lições (Vorlesungen) enumeradas como MWG III. Para saber mais sobre as Obras Completas e seus efeitos sobre a interpretação da obra weberiana, recomendo a leitura do texto de Carlos Eduardo Sell, que publicamos no Fios do Tempo do Ateliê de Humanidades no jubileu do centenário de morte de Weber: SELL, Carlos Eduardo. O novo Max Weber: como as Obras Completas (MWG) desafiam a interpretação de um clássico centenário. Fios do Tempo (Ateliê de Humanidades), 10 de junho de 2020.

2 As duas versões estão na edição da Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo publicada no Brasil em 2020 pela Vozes, com a comemoração do centenário de morte de Weber: WEBER, Max [1906] “Igrejas” e “seitas” na América do Norte – um esboço sobre política eclesial e social; [1920] As seitas protestantes e o espírito do capitalismo. In: WEBER, M. (2020 [1a edição 1904 / 2a edição 1920]) A ética protestante e o “espírito” do capitalismo. Petrópolis, RJ: Vozes, p. 271-306; p. 307-324.

3 Publicado pela primeira vez no Brasil na edição da Vozes: WEBER, Max [1907-1910] As “Anticríticas”. In: WEBER, M. (2020 [1a edição 1904 / 2a edição 1920]) A ética protestante e o “espírito” do capitalismo. Petrópolis, RJ: Vozes, p. 325-458.

4 WEBER, Max. [~1913] Sociologia da religião (tipos de relações comunitárias religiosas). In: WEBER, M. (1999 [1921]) Economia e sociedade, vol. 1. Brasília: Editora UNB, p. 279-418.

Sugestões de leitura para aprofundar conteúdo

Leitura básica

SELL, Carlos Eduardo. I. Você sabe com qual Weber está falando?; II. Weber e as religiões. In. SELL, C. E. (2013) Max Weber e a racionalização da vida. 1a. ed. Petrópolis: Vozes,p. 21-87.

WEBER, Max [1920] Observação preliminar [Vorbemerkung]). In: WEBER, Max (2020 [1a edição 1904 / 2a edição 1920]) A ética protestante e o “espírito” do capitalismo. Petrópolis, RJ: Vozes, p. 11-28.

Leitura complementar

SELL, Carlos Eduardo. O novo Max Weber: como as Obras Completas (MWG) desafiam a interpretação de um clássico centenário. Fios do Tempo (Ateliê de Humanidades), 10 de junho de 2020.

SELL, Carlos Eduardo. Max Weber: quem foi e quais são os 5 autores e livros essenciais para entendê-lo hoje?, Pontos de Leitura (Ateliê de Humanidades), 11 de junho de 2020.

RINGER, Fritz K. (2004) Max Weber. An intellectual biography. Chicago & London: The University of Chicago Press.

SCHLUCHTER, Wolfgang. The sociology of religion: a reconstruction of its development. In: SCHLUCHTER, Wolfgang (1989) Rationalism, religion, and domination. California: University of California Press, p. 411-432.

WEBER, Marianne. (2003), Max Weber: uma biografia. Niterói, Casa Jorge Editorial (quase impossível de encontrar).

Vídeo

SELL, Carlos Eduardo Sell. O legado de Max Weber – 100 anos depois. Palestra lecionada no jubileu do centenário de morte de Max Weber, 14 de junho de 2020. Link para assistir: I Parte: https://youtu.be/YOS-gKQ-K7I (4 minutos e 50 segundos); II Parte: https://youtu.be/XNH3cZLhfEs (1h e 45 minutos).


Deixe uma resposta

Tema: Baskerville 2 por Anders Noren

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: