Curso Livre Virtual. Sociologia da religião de Max Weber: uma introdução – com André Magnelli

Apresentação

A compreensão das sociedades contemporâneas necessita de uma sociologia sistemática e histórica das religiões, que possa mostrar como elas atuaram no desenvolvimento das distintas esferas da vida, influenciando e orientando significativamente a nossa conduta de vida e as instituições sociais. Classicamente, tal tarefa sociológica foi empreendida pela monumental obra de Max Weber, que nos legou uma das maiores contribuições teóricas, metodológicas e empíricas para a compreensão da forma como as religiões atuaram no desenvolvimento histórico e na racionalização do mundo moderno. Quase todos conhecem ou ouviram falar do clássico Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo (1904/1920), mas poucos tiveram a oportunidade de estudar  em sua integralidade a sociologia da religião de Weber, de modo a conhecer também seus escritos de sociologia sistemática da religião e suas investigações históricas sobre a Ética Econômica das Religiões Mundiais (1915-1920).

O presente curso tem o objetivo de suprir tal lacuna e proporcionar uma introdução ao conjunto da sociologia da religião de Weber. Primeiramente, será feita uma breve apresentação do percurso do autor, mostrando como suas investigações sobre as religiões se desenvolvem articulando-se com as demais áreas de pesquisa, como a sociologia econômica, a sociologia da dominação, a sociologia do direito, a sociologia da arte e a sociologia do amor. Em seguida, apresentaremos alguns conceitos centrais para a investigação sociológica, que estão presentes nos escritos de sociologia geral e sociologia sistemática da religião: ação social, ação comunitária religiosa, ética  mágica  e  ética  religiosa, Igreja, seita, congregação, profecia, religiões de salvação etc. Depois disso, passamos para as investigações empíricas de Weber no campo da história comparada das religiões. Em diálogo com o conjunto de seus escritos, com atenção especial aos livros Ética econômica das religiões mundiais (3 volumes) e Ética protestante e o espírito do capitalismo, percorremos as teses do autor sobre os desenvolvimentos das religiões mundiais em suas relações com as distintas formas de racionalização da vida. Começaremos com as religiões da China (confucionismo e taoísmo) e da Índia (hinduísmo e budismo), para em seguida nos dedicarmos ao judaísmo antigo, ao islamismo e, sobretudo, ao cristianismo. Terminaremos com uma reflexão sobre a relação da obra weberiana com o Brasil e o mundo contemporâneo, dispensando uma atenção especial ao modo como sua sociologia das formas de racionalização toma por eixo principal o problema da ética protestante na sua relação com o capitalismo e o espaço público. Desta forma, buscaremos contribuir para esclarecer facetas das sociedades contemporâneas.

O curso será lecionado pelo professor André Magnelli, tendo participação de especialistas sobre distintas facetas abordadas pela obra monumental de Weber: com Carlos Eduardo Sell, teremos a introdução ao pensamento e obra de Max Weber; com os professores e pesquisadores Thiago Pacheco, Nrsimhananda Dasa (monge brahmacari), Paulo Henrique Martins e Joanildo Burity, refletiremos sobre a força, os limites e a atualidade das teses weberianas sobre confucionismo, taoismo, budismo, hinduismo, judaismo antigo e protestantismo.

* Curso disponível em aulas ao vivo (síncronas) e gravadas,
ficando disponíveis aos alunos por 1 mês para assistirem a qualquer momento

Professor

É idealizador, realizador e diretor da instituição de livre estudo, pesquisa, escrita e formação Ateliê de Humanidades (ateliedehumanidades.com). 
Sociólogo, professor, editor e empreendedor público. É co-coordenador do Ateliê de Humanidades Editorial, do Cadernos do Ateliê e do podcast República de Ideias. É editor da tribuna Fios do Tempo: análises do  presente. Pesquisa na interface de teoria social, tecnociências & sociedade, sociologia histórica do político, teoria antropológica, ética, filosofia política e retórica.

Metodologia

Aulas expositiva a partir do Zoom, com análises e interpretações didáticas das obras do autor, abrindo-se espaço para diálogos com os alunos.

Quando?

aos sábados:
13, 20, 27 de março
03, 10, 17, 28 de abril
08, 15 e 22 de maio

Que horas?

das 11 às 12:40 h*
A depender das necessidade de dinâmica e conteúdo, poderá haver extensão do horário aula em comum acordo com a turma

Onde?

Aplicativo Zoom (inscritos receberão link, ID e senha de acesso)

Carga horária

20 horas/aula

Investimento

R$ 380,00

Política de descontos

  • Descontos para apoiadores do Ateliê de Humanidades: Apoiador Padrão (20% de desconto no primeiro curso e descontos progressivos no próximo até 50%) / Apoiador Premium (50% de desconto em todos os cursos)
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Certificação

Emissão de certificado de 20h/aula de curso livre no Ateliê de Humanidades (mínimo 3/4 de frequência quando presencial / comprovação de acompanhamento da aula para remoto)


Programa

1a sessão.
Introdução à obra de Max Weber e uma visão de conjunto sobre sua sociologia da religião

1. Quem foi Max Weber?;
2. A obra de Weber: percurso, fases e frentes.
3. As escolas de interpretações;
4. Uma visão de conjunto da sociologia da religião;
5. Os problemas articuladores da problemática religiosa: a origem do capitalismo e a racionalização das esferas de valor no Ocidente moderno.

2a sessão.
Sociologia sistemática da religião (I): questões metodológicas e categorias sociológicas – com participação de Carlos Eduardo Sell

1. A sociologia compreensiva e o conceito de ação social;
2. Questões metodológicas: ideias, interesses e instituições;
3. Ação social religiosa, associações religiosas e relações comunitárias;
4. O caráter mundano original da ação comunitária religiosa (ou magicamente motivada);
5. “Carismas”, espíritos e deuses: simbolismo, ritualidade e o desenvolvimento das ideias e práticas religiosas.

3a sessão.
Sociologia sistemática da religião (II): das tipologias fundamentais ao processo de eticização religiosa

1. Religiosidade mágica e religiosidade ética: distinções tipológicas e tendências desenvolvimentais;
2. O  mago, o sacerdote e o profeta: distinções significativas;
3. Tabus, pecados e salvação: o desenvolvimento das divindades éticas e das religiosidades de salvação;
4. Tipos de dominação e a associação hierocrática: igrejas, seitas e bens de salvação;
5. Mistagogos, carismáticos e profetas: tipos de profecia em perspectiva comparada.

4a sessão.
Sociologia sistemática da religião (III): As religiões mundiais e as direções da rejeição religiosa do mundo

1. As religiões éticas e as religiões mundiais: confucionismo, taoísmo, hinduísmo, budismo, judaísmo, cristianismo e islamismo;
2. A  eticização da religião, o  problema  da  teodiceia e os tipos puros de explicação do mal no mundo;
3. As direções de renúncia e rejeição do mundo: mística e ascese / extramundaneidade e intramundaneidade e as tensões da ética religiosa fraternal com as esferas  de  valor  (política,  estética,  erótica  e intelectual);
4. Caminhos e formas da salvação e seus impactos sobre as conduções da vida no mundo;
5. Diferenças significativas entre religiões ocidentais e orientais.
6. As tensões entre racionalização ético-religiosa e racionalização econômica: O projeto de uma Ética Econômica das Religiões Mundiais.

5a sessão.
Religiões asiáticas (I): Confucionismo e Taoísmo  – com participação de Paulo Henrique Martins

1. Fundamentos sociológicos da religiosidade chinesa;
2. O estamento dos letrados e a orientação confuciona de vida
3. O taoismo: mística, hierocracia e ética
4. Racionalizações religiosas de acomodação e transformação: diferenças entre o confucionismo e o calvinismo;
5. Síntese tipológica: um racionalismo prático utilitarista de acomodação do mundo.

6a sessão
Religiões asiáticas (II): Budismo e Hinduísmo – com participação de Nrsimhananda Dasa (monge brahmacari)

1. O sistema social hindu;
2. Conhecimento, ascetismo e misticismo: o caráter anti-orgiástico da religiosidade bramânica;
3. Ortodoxia hinduísta: técnicas sagradas, doutrinas de salvação e ensino sagrado;
4. Soteriologias heterodoxas;
5. As seitas asiáticas e as religiões de salvação;
6. Restauração da ortodoxia hinduísta;
7. Síntese tipológica: um racionalismo teórico de fuga do mundo;
8. Fecundidade e limites da leitura weberiana do hinduismo e do budismo.

7a sessão
O Judaísmo Antigo e fragmentos sobre o Islamismo com professor Thiago Pacheco

1, Diferença entre hinduísmo e judaísmo;
2. A importância do judaismo no desenvolvimento religioso mundial: a universalização ético-formal do monoteísmo e a tese do desencantamento do mundo;
3. A confederação israelita de Javé e a racionalidade sacerdotal;
4. O profetismo judaico (tipos, status, ética e teodiceia) e a racionalização ético-formal;
5. A tese de um “povo-pária” e a “dupla moral”;
6. A estabilização de uma racionalidade judaica pós-exílio: os judaísmos rabínico e talmúdico;
7. Síntese tipológica: um racionalismo ético-prático formalista de aceitação do mundo;
8. Fragmentos sobre o islamismo;
9. Críticas ao Judaismo Antigo à luz dos conhecimentos atuais.

8a sessão
O “desencantamento do mundo”: o cristianismo primitivo, a Igreja Católica e a significação da ética protestante

1. O caráter profético de Jesus;
2. O que o cristianismo deve ao judaísmo?;
3. As comunidades cristãs primitivas;
4. Direito romano, burocracia-racional, direito canônico e administração institucional da graça: o lugar do catolicismo na racionalização ocidental;
5. Formas místico-orgiásticas e formas ascéticas do cristianismo;
6. Sentido da ascese extramundana ocidental: os monaquismos da Igreja católica;
7. A ética profissional-orgânica do tomismo;
8. A reforma de Lutero: efeitos práticos da salvação pela fé contra a graça institucional.

9o e 10 sessões
Secularização, racionalização, desencantamento: uma leitura das Éticas Protestantes na obra de Weber e à luz do mundo contemporâneocom participação de Joanildo Burity

1. Uma sociologia da secularização: vias de racionalização e história do racionalismo moderno;
2. O problema do “desencantamento do mundo”: os distintos sentidos do termo e as várias formas de uso:
3. A significação da salvação pela predestinação no calvinismo: a ascese profissional intramundana;
4. As vias de racionalização teórica e prática do protestantismo tradicional;
5. A ética profissional protestante nas fontes da racionalização do capitalismo industrial e o espírito do capitalismo (o trabalhador, o empresariado e a empresa moderna);
6. Desenvolvimentos e diferenças nos conceitos de vocação e salvação: calvinismo, metodismo, pietismo, anabatistas e batistas;
7. Vivemos a  “guerra  dos  deuses” e a “crosta de ferro” contatados por Weber?;
8. Weber, o protestantismo e o Brasil;
9. O que dizer das “éticas protestantes” hoje?



Bibliografia indicativa*

Leitura de referência para os estudos

SELL, Carlos Eduardo (2013) Max Weber e a racionalização da vida. 1a. ed. Petrópolis: Vozes.

Escritos de Max Weber

WEBER, Max (2020 [1a edição 1904 / 2a edição 1920]) A ética protestante e o “espírito” do capitalismo. Petrópolis, RJ: Vozes.

_______. [1906] “Igrejas” e “seitas” na América do Norte – um esboço sobre política eclesial e social. WEBER, M. (2020 [1a edição 1904 / 2a edição 1920]) A ética protestante e o “espírito” do capitalismo. Petrópolis, RJ: Vozes, p. 307-324. 

_______. [1907-1910] As “Anticríticas”. In: WEBER, M. (2020 [1a edição 1904 / 2a edição 1920]) A ética protestante e o “espírito” do capitalismo. Petrópolis, RJ: Vozes, p. 325-458.

_______. [~1913] Sociologia da religião (tipos de relações comunitárias religiosas). In: WEBER, M. (1999 [1921]) Economia e sociedade, vol. 1. Brasília: Editora UNB, p. 279-418.

_______. [1915] Religiões Mundiais – uma introdução. In: WEBER, Max (2016 [1915]) Ética econômica das religiões mundiais: ensaios comparados de sociologia da religião.1. Confucionismo e taoismo. Petrópolis, RJ: Vozes, p. 19-66.

_______. [1915] Religiões Mundiais – uma consideração intermediária: Teoria dos Estágios e Direções da Rejeição Religiosa do Mundo. In: WEBER, Max (2016 [1915]) Ética econômica das religiões mundiais: ensaios comparados de sociologia da religião.1. Confucionismo e taoismo. Petrópolis, RJ: Vozes, p. 361-406.

_______. (2016 [1915]) Parte II –  Confucionismo e taoismo. In: Ética econômica das religiões mundiais: ensaios comparados de sociologia da religião.1. Confucionismo e taoismo. Petrópolis, RJ: Vozes. p. 67-360.

_______. (2016 [1915]) Confucionismo e puritanismo. In: Ética econômica das religiões mundiais: ensaios comparados de sociologia da religião.1. Confucionismo e taoismo. Petrópolis, RJ: Vozes. p. 335-360.

_______. (2019 [1915]) Ética econômica das religiões mundiais: ensaios comparados de sociologia da religião.1. Vol. 3. Judaísmo antigo. Petrópolis, RJ: Vozes.

_______. ([1916-1917] 1958) The religion of India. The sociology of hinduism and buddhism. Illinois, University of Virginia: The Free Press.

_______. ([1917] 1958) O caráter geral da religiosidade asiática. In: WEBER, Max ([1916-1917] 1958) The religion of India. The sociology of hinduism and buddhism. Illinois, University of Virginia: The Free Press, p. 329-343.

_______. [1920] Observação preliminar [Vorbemerkung]). In: WEBER, Max (2020 [1a edição 1904 / 2a edição 1920]) A ética protestante e o “espírito” do capitalismo. Petrópolis, RJ: Vozes, p. 11-28.

_______. [1920] As seitas protestantes e o espírito do capitalismo (versão nova e fortemente ampliada de  [1906] “Igrejas” e “seitas” na América do Norte – um esboço sobre política eclesial e social). In: WEBER, Max (2020 [1a edição 1904 / 2a edição 1920]) A ética protestante e o “espírito” do capitalismo. Petrópolis, RJ: Vozes, p. 271-306.

_______. [escrita ~1909-1914 / publicação 1921] Os tipos de dominação. In: WEBER, M. (1999 [1921]) Economia e sociedade, vol. 1. Brasília: Editora UNB, p. 139-191.

_______. [escrita ~1909-1914 / publicação 1921] seção 5. A dominação carismática e sua transformação. In: WEBER, M. (1999 [1921]) Economia e sociedade, vol. 2. Brasília: Editora UNB, p. 323-362.

_______. [escrita ~1909-1914 / publicação 1921] seção 6. Dominação política e hierocrática. In: WEBER, M. (1999 [1921]) Economia e sociedade, vol. 2. Brasília: Editora UNB, p. 323-362.

WEBER,  Max (2001) Wirtschaft  und  Gesellschaft.  Religiöse  Gemeinschaften. Tübingen: Mohr Siebeck.

Introduções e interpretações

BOLDA, Bruna dos Santos; SELL, Carlos Eduardo; FANTA, Daniel (orgs.) (2021) Dossiê Max Weber 100 anos depois. Em tese, revista do Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política.

BOURDIEU, Pierre. Gênese e estrutura do campo religioso, p. 27-78; Apêndice I: Uma interpretação da Teoria da Religião de Max Weber, p. 79-98. In: BOURDIEU, A economia das trocas simbólicas. São Paulo: Perspectiva, 2004.

COHN, Gabriel (1979), Crítica e Resignação. Fundamentos da Sociologia de Max Weber. São Paulo

COLLIOT-THELÈNE, Catherine (2016) Sociologia de Max Weber. Petrópolis, RJ: Vozes.

HABERMAS, Jürgen (2012 [1981]) II. A teoria da racionalização de Max Weber. In: HABERMAS, J. Teoria do agir comunicativo, vol. 1. Racionalidade da ação e racionalização social. São Paulo: Martins Fontes, p. 265-471.

HANKE, E. A obra completa de Max Weber – MWG: um retrato. Trad. Sibele Paulino. Tempo soc., São Paulo, v. 24, n. 1, p. 99-118, 2012. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103- 207020120001 00006&lng=pt&nrm=iso>

KALBERG, Stephen. (1994), Max Weber’s Comparative Historical-Sociology. Chicago, The University of Chicago Press.

LEPSIUS, M. R. “Economia e sociedade”: a herança de Max Weber à luz da edição de sua obra completa (MWG). Tempo soc., São Paulo , v. 24, n. 1, p. 137-145, 2012.

LOUGH, Joseph W. H.  (2006) Weber and the Persistence of Religion: Social Theory, Capitalism and the Sublime. London: Routledge.

PARSONS, Talcott (2010 [1937]) A estrutura da ação social, volume 2: Um estudo de teoria social com especial referência a um grupo de autores europeus recentes – Weber. Petrópolis, RJ: Vozes.

PIERUCCI, Antônio Flávio (2005) O desencantamento do mundo: todos os passos do conceito em Max Weber (2a. edição). São Paulo: Editora 34.

PIERUCCI, Antônio Flávio. Reencantamento e dessecularização: A propósito do autoengano em sociologia da religião. Novos Estudos. CEBRAP, São Paulo, v. 49, p. 99-117, 1997.

_______. Secularização em Max Weber: da contemporânea serventia de voltarmos a acessar aquele velho sentido.. Revista Brasileira de Ciências Sociais , São Paulo, v. 13, n.37, p. 43-73, 1998.

_______. Máquina de guerra religiosa: o Islã visto por Weber. Novos Estudos. CEBRAP , São Paulo, n.62, p. 73-96, 2002.

_______. Economia e sociedade: últimos achados sobre a “grande obra” de Max Weber. Revista Brasileira de Ciências Sociais , v. 68, p. 41-51, 2008.

POLLAK, Michael. Max Weber: elementos para uma biografia sociointelectual (parte II). Mana [online]. 1996, vol.2, n.2 

RIESEBRODT, Martin. A ética protestante no contexto contemporâneo. Tempo soc. [online]. 2012, vol.24, n.1, p. 159-182

SCAFF, Lawrence A. (2011) Max Weber in America.Princeton University Press.

SCHLUCHTER, Wolfgang (1985) The Rise of Western Rationalism. Max Weber’s Development History. Berkeley/Los Angels/London: University of California Press.

_______. The battle of the Gods: from the critique to the sociology of religion. In: SCHLUCHTER, Wolfgang  (1989) Rationalism, religion, and domination. California: University of California Press, p. 265-278.

_______. Economy and Society: the end of the myth. In: SCHLUCHTER, Wolfgang  (1989) Rationalism, religion, and domination. California: University of California Press, p. 433-464.

_______. (1989) Rationalism, religion, and domination – a weberian perspectives. California: University of California Press. 

_______. On the future of religion. In: SCHLUCHTER, Wolfgang  (1989) Rationalism, religion, and domination. California: University of California Press, p. 249-264.

_______. (2010) Paradoxos da modernidade: cultura e conduta na teoria de Max Weber. São Paulo: Editora UNESP.

_______. O surgimento da modernidade: Max Weber acerca do cristianismo ocidental. In: SCHLUCHTER, Wolfgang (2010) Paradoxos da modernidade: cultura e conduta na teoria de Max Weber. São Paulo: Editora UNESP, p. 235-322.

_______. (2014 [2009]) O desencantamento do mundo: seis estudos sobre Max Weber. Rio de Janeiro: Editora UFRJ.

_______. (2014 [2009]) O desencantamento do mundo: a visão da modernidade em Max Weber. In: WEBER, M. O desencantamento do mundo: seis estudos sobre Max Weber. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, p. 33-56.

_______. (2014 [2009]) As raízes religiosas da ética profissional no capitalismo nascente: a tese de Weber sob o olhar da crítica. In: WEBER, M. O desencantamento do mundo: seis estudos sobre Max Weber. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, p. 89-122.

_______. Ancient Judaism: origins of world mastery. In: SCHLUCHTER, Wolfgang  (1989) Rationalism, religion, and domination. California: University of California Press, p. 163-204.

_______. Confucianism and Taoism: world adjustment. In: SCHLUCHTER, Wolfgang  (1989) Rationalism, religion, and domination. California: University of California Press, p. 85-116.

_______. Hinduism and Buddhism: world fight and organic relativism. In: SCHLUCHTER, Wolfgang  (1989) Rationalism, religion, and domination. California: University of California Press, p. 117-162

_______. Ancient Christianity: origins of world mastery. In: SCHLUCHTER, Wolfgang  (1989) Rationalism, religion, and domination. California: University of California Press, p. 205-248.

_______. Obstáculos à modernidade: Max Weber acerca do Islão. In: SCHLUCHTER, Wolfgang (2010) Paradoxos da modernidade: cultura e conduta na teoria de Max Weber. São Paulo: Editora UNESP, p. 148-234.

SELL, Carlos Eduardo (2013) Max Weber e a racionalização da vida. 1a. ed. Petrópolis: Vozes.

_______. (2004) Max Weber e os cem anos da Ética Protestante: uma homenagem. Revista da UNIFEBE, Brusque/SC, v. 02, p. 35-44, 2004.

_______. (2005) Sociologia da mística: uma revisão da literatura. BIB. Revista Brasileira de Informação Bibliográfica em Ciências Sociais, São Paulo, n.59, p. 109-127.

SILVA, Thiago Rodrigo da (2021) Max Weber 100 anos depois: o legado de Economia e Sociedade. Em Tese, Florianópolis, v. 18, n. 01, p. 64-90, jan./jun.

SELL, Carlos Eduardo. (2007), “Leituras de Weber e do Brasil: Da Política à Religião, do Atraso à Modernidade”. Ciências Sociais Unisinos, vol. 43, no 3, pp. 241-248.

_______. (2009) Max Weber e o misticismo oriental. Tomo (UFS) , v. 14, p. 15-34.

_______. (2010) Max Weber nas fronteiras do reencantamento?. Ciências Sociais Unisinos , v. 46, p. 211-214.

_______. (2011) História ou Sociologia? Max Weber e o debate sobre A ética protestante e o Espírito do Capitalismo. Revista Brasileira de História das Religiões, v. III, p. 173-197.

_______. (2012) Racionalidade e racionalização em Max Weber. Revista Brasileira de Ciências Sociais (Impresso) , v. 27, p. 153-172.

_______. (2013) A liderança carismática: sobre o caráter político do populismo. Tomo (UFS) , v. 23, p. 13-44.

_______. (2014) Sociologia Clássica: Durkheim, Weber e Marx. 4. ed. Petrópolis: Vozes.

_______. (2015) A secularização como sociologia do Moderno: Max Weber, a religião e o Brasil no contexto moderno-global. Revista Brasileira de Sociologia, v. 03, p. 11-46.

_______. (2017) A multiplicidade da secularização: a sociologia da religião na era da globalização. Política & Sociedade (Online) , v. 16, p. 44-73.

SELL, Carlos Eduardo (2020) O novo Max Weber: como as Obras Completas (MWG) desafiam a interpretação de um clássico centenário. Fios do Tempo (Ateliê de Humanidades), disponível em: https://ateliedehumanidades.com/2020/06/10/fios-do-tempo-o-novo-max-weber-por-carlos-eduardo-sell/

SELL, Carlos Eduardo (2020) Max Weber: quem foi e quais são os 5 autores e livros essenciais para entendê-lo hoje?. Pontos de Leitura (Ateliê de Humanidades). Disponível em: https://ateliedehumanidades.com/2020/06/11/pontos-de-leitura-max-weber-quem-foi-e-quais-sao-os-5-autores-e-livros-essenciais-para-entende-lo-hoje-carlos-eduardo-sell/

VANDENBERGHE, Frédéric (2012) Uma história filosófica da sociologia alemã, volume 1. – Marx, Simmel, Weber, Lukács. São Paulo: Annablume.

WAIZBORT, Leopoldo (2012) Dossiê – Max Weber. Tempo social, vol. 24, n.1, São Paulo.

WAIZBORT, L. Apresentação: Max Weber hoje. Tempo soc., São Paulo, v. 24, n. 1, p. 9-18, 2012.

WEISCHENBERG, Siegfried; Kaesler, Dirk (eds.). (2015) Max Weber, China und die Medien: Zwei Studien zum 150. Geburtstag des Soziologen. Springer Fachmedien Wiesbaden.

WERNECK, Luiz Jorge. Weber e a Interpretação do Brasil. In: J. Souza (org.), O Malandro e o Protestante. A Tese Weberiana e a Singularidade Cultural Brasileira. Brasília, Editora da Universidade de Brasília, p. 173-193.

* A bibliografia não é obrigatória, mas sim indicativa. Serão disponibilizados materiais com leituras seletas e sínteses do conteúdo lecionado.


Pontos de Leitura. Max Weber: quem foi e quais são os 5 autores e livros essenciais para entendê-lo hoje? – por Carlos Eduardo Sell

Max Weber, quem foi? (1864-1920) Jurista de formação, economista por profissão, sociólogo por confissão, Max Weber é um clássico indiscutível em todas as áreas da humanidades. Nascido em Erfurt, em 1864, fez seus estudos superiores na área do direito em Heidelberg (1882-1883), Berlim (1884-1886) e Göttingen (1884-1886), instituição na qual recebeu os títulos de doutorado… Continuar Lendo →

Fios do Tempo. O novo Max Weber – por Carlos Eduardo Sell

No dia 14 de junho (domingo), relembramos os 100 anos de morte de Max Weber, um pensador clássico da sociologia e autor de uma das obras mais influentes do século XX. Como preparativo para a live, publicamos hoje no Fios do Tempo o ensaio O novo Max Weber: como as Obras Completas (MWG) desafiam a… Continuar Lendo →

Live. O legado de Max Weber: 100 anos depois – com Carlos Eduardo Sell

No dia 14 de junho (domingo), relembramos os 100 anos de morte de Max Weber, um pensador clássico da sociologia e autor de uma das obras mais influentes do século XX. Neste dia, às 20 horas, faremos o jubileu de morte com a live “O legado de Max Weber – 100 anos depois” com o… Continuar Lendo →

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