Finalizamos hoje, no Fios do Tempo, a publicação seriada do ensaio de Carlos Eduardo Sell, autor de Para onde vai a Igreja Católica? (Vozes, 2025), sobre o papado de Francisco. Após os textos “‘Reconstrói a minha Igreja’: as quatro grandes reformas de Francisco” (03 de maio) e “A gestão da ambivalência: como Francisco governou a Igreja” (05 de maio), trazemos “O ‘legado’ de Francisco: um papa carismático e uma Igreja dividida”.
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André Magnelli,
Fios do Tempo, 07 de maio de 2025
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O ‘legado’ de Francisco:
um papa carismático e uma Igreja dividida
Carlos Eduardo Sell
(Professor da UFSC e autor do livro Para onde vai a Igreja Católica? (Vozes)
A noção de “legado” tornou-se uma das chaves mais recorrentes para refletir sobre os possíveis cenários da Igreja pós-Francisco. No centro dessa discussão está uma pergunta crucial: o próximo pontificado representará continuidade, inflexão ou ruptura em relação à lógica de governo instaurada por Jorge Mario Bergoglio? O desafio, contudo, é que esse debate muitas vezes confunde os efeitos imediatos do atual pontificado sobre o conclave com o legado propriamente dito – algo que, por definição, exige tempo para se consolidar.
Ao ingressar nessa reflexão, não pretendo recorrer a projeções proféticas nem a diagnósticos marcados por posições militantes, que frequentemente expressam desejos de continuidade ou expectativas de reversão. Meu foco está no presente: mais do que antecipar o futuro, interessa aqui examinar quais traços concretos o pontificado de Francisco imprimiu, neste momento, na vida e na estrutura eclesial – independentemente do desfecho do próximo conclave e do seu legado futuro.
Consolidação do carisma papal
É apenas neste ponto do texto que volto minha atenção diretamente para a “personalidade” do Papa Francisco – ou seja, para o modo singular como Jorge Mario Bergoglio incorporou o papel de Sucessor de Pedro no contexto contemporâneo da Igreja Católica. A análise de sua figura, no entanto, frequentemente sofre com uma tendência à hiperpersonalização: gestos como a escolha do nome Francisco, a recusa em morar no Palácio Apostólico e as mudanças nos detalhes de seu funeral foram amplamente percebidos como rupturas radicais com a tradição, reforçando uma imagem de excepcionalidade. Mas esse olhar, ao mesmo tempo reverente e midiático, tende a obscurecer a continuidade estrutural com processos que já estavam em curso desde o Concílio Vaticano II.
De fato, a adoção de um estilo papal mais austero, despojado de símbolos monárquicos e distanciadores, começou muito antes de Francisco. Paulo VI já tinha abandonado a tiara papal e João Paulo I, em seu breve pontificado, foi o primeiro a recusar a sedia gestatória, práticas herdadas da corte papal pré-conciliar. João Paulo II e Bento XVI, cada um à sua maneira, também avançaram nesse movimento de desmonumentalização do papado, embora sempre em tensão com elementos de retorno à tradição religiosa.
O que Francisco fez, de forma notável, foi consolidar e intensificar três tendências paralelas que vêm moldando o papado desde meados do século XX. A primeira é a pastoralização espiritual do ofício papal, que desloca o poder da figura do Papa do trono para a liderança espiritual na Igreja e moral no conjunto da sociedade. A segunda é a espetacularização do papado por meio de eventos de massa: viagens internacionais, Jornadas Mundiais, encontros ecumênicos e inter-religiosos. Esses eventos transformam o Papa em protagonista global, dotado de uma visibilidade sem precedentes. A terceira tendência é a midiatização da figura papal, que desloca o centro de gravidade do papado dos documentos doutrinais para os gestos simbólicos, falas improvisadas, entrevistas a bordo de aviões e imagens instantâneas que circulam viralmente. Nesse sentido, Francisco não criou um novo modelo de papado, mas levou ao seu auge um modelo já consolidado no pós-Vaticano II. Sua originalidade está menos no rompimento com o passado e mais na radicalização de tendências preexistentes.
Mas isso em nada diminui a singularidade de Francisco – isto é, aquilo que, dentro do quadro mais amplo do papado contemporâneo, constitui seu traço distintivo e irrepetível. Karol Wojtyła, por exemplo, foi o papa que melhor soube transformar essa nova visibilidade midiática em uma estética do sagrado contemporâneo: ex-ator de teatro, dominava o palco das multidões com gestos calculadamente simbólicos, falas solenes e um domínio absoluto da linguagem televisiva. Josef Ratzinger, por sua vez, encarnava uma figura distinta: um teólogo refinado, tímido e cerebral, cujos poucos recursos de comunicação direta eram compensados por uma delicadeza de trato e uma sobriedade que despertavam respeito e empatia.
Francisco, nesse contexto, representou uma terceira inflexão. Não foi nem o ator de grandes encenações públicas, nem o professor meditativo de textos densos. Foi, antes, o pastor de gestos cotidianos – o papa da praça, que abraça os pobres, telefona para desconhecidos e fala em linguagem direta, improvisada, até desconcertante. Nisso, Bergoglio é fiel à sua experiência pastoral na Argentina: um bispo de grande metrópole, habituado a lidar tanto com a religiosidade popular das multidões quanto com as dores específicas das periferias urbanas. Sua sensibilidade pastoral não é teórica, mas moldada pelo corpo a corpo com os fiéis – e é por isso que sua figura parece carregar o peso, e também a graça, de um cristianismo vivido no concreto da existência.
Nesse sentido, é pertinente afirmar que Jorge Mario Bergoglio, assim como Karol Wojtyła, foi dotado de qualidades carismáticas excepcionais – isto é, de uma rara capacidade de estabelecer conexões emocionais com amplos setores da sociedade, tanto dentro quanto fora da Igreja. Contudo, essa constatação não deve obscurecer um ponto decisivo: para além das disposições pessoais de cada pontífice, existe um carisma papal estruturado objetivamente, inscrito na própria função que o Papa ocupa dentro da economia simbólica da Igreja. Ou seja, independentemente da personalidade do ocupante, o papado enquanto instituição carrega em si um capital carismático que se transfere, pelo simples fato da eleição e da investidura, ao sujeito que assume o trono de Pedro.
Esse carisma institucionalizado – uma ideia que remonta a Max Weber1 – representa a paradoxal rotinização do carisma, ou seja, sua incorporação estável e contínua em uma estrutura que garante sua reprodução. A figura do Papa, mesmo antes de qualquer gesto pessoal, já está envolta por uma aura simbólica que convoca veneração, autoridade e obediência. O papa carismático, portanto, não é apenas aquele que projeta sua personalidade sobre a função, mas também aquele que atualiza e amplifica um carisma que já está lá – latente, potencial, à espera de ser ativado. Francisco, com seu carisma pessoal, reforçou ainda mais a instituição papal.
A Igreja polarizada: um “corpo conservador com uma cabeça progressista”?
É comum classificar os grupos e tendências presentes na Igreja por analogia com o campo político, distinguindo-os entre direita e esquerda católica – ou, em termos eclesiais, entre “conservadores”, que valorizam a preservação da tradição, e “progressistas”, que priorizam a inovação. No entanto, essa analogia apresenta limites importantes: a Igreja está inserida em contextos nacionais muito diversos e não se estrutura em partidos, o que torna imprecisa a aplicação linear do espectro político – da extrema esquerda à extrema direita – ao universo eclesial.
Mais do que disputas políticas convencionais (globalistas versus nacionalistas, ou pró-Estado versus pró-mercado), as principais clivagens ideológicas no interior da hierarquia eclesiástica dizem respeito à relação da Igreja com o mundo moderno. Diante da erosão do regime de Cristandade, a primeira reação institucional foi de fechamento e rejeição aos valores modernos – postura cristalizada no Syllabus de Pio IX (1864), que condenava os “erros” do mundo contemporâneo. O Concílio Vaticano II (1962–1965), especialmente por meio da Gaudium et Spes, marcou uma inflexão: a Igreja passou a adotar uma atitude de diálogo com a modernidade, reconhecendo valores como os direitos humanos, a democracia, a liberdade religiosa e o ecumenismo. Também reformulou sua autocompreensão, substituindo a imagem transcendental de “Corpo Místico de Cristo” pela noção histórica de “Povo de Deus”, e distinguindo entre o sacerdócio comum dos fiéis e o ministério ordenado – o que, embora não suprima a hierarquia, relativiza sua supremacia simbólica.
Mesmo teólogos progressistas, contudo, advertiram que a Gaudium et Spes expressava um otimismo excessivo em relação ao mundo e não previa as turbulências do pós-Concílio.2 A Igreja atravessou, então, um processo de desinstitucionalização, com alta evasão de clérigos e religiosos e perda crescente de fiéis. Diante desse cenário, as interpretações divergiram: para os ultraconservadores (como Dom Lefebvre), a crise era consequência do rompimento com a tradição; para os ultraprogressistas, resultava do fato de que o Concílio não havia ido suficientemente longe – mais do que os textos, importaria o “espírito” do Concílio.
Com Francisco, a Igreja reativou uma agenda reformista, rompendo com os 34 anos anteriores – marcados pelos papados de João Paulo II e Bento XVI –, centrados na contenção das tensões internas e na reafirmação institucional. Em pano de fundo, está a disputa entre duas estratégias de recepção do Vaticano II: uma voltada à estabilização eclesial, outra à atualização teológica e pastoral. A tensão entre essas visões estrutura os principais embates contemporâneos no catolicismo, revelando uma Igreja ainda atravessada por conflitos em torno de sua identidade e de seu lugar no mundo.3
Essa tensão, no entanto, não é apenas horizontal (entre grupos ou tendências), mas também vertical: ela atravessa transversalmente os diferentes estratos da estrutura eclesial – do papa aos cardeais, bispos, padres e fiéis. Quanto a isso, Frei Betto, em suas análises, descreve a Igreja como um corpo esdrúxulo, composto por uma “cabeça progressista” e um “corpo conservador”. Embora eu não compartilhe inteiramente os termos com os quais ele avalia esse fenômeno, o diagnóstico me parece pertinente.
Comecemos pela base da pirâmide: o clero. Em contraste com os presbíteros formados entre as décadas de 1970 e 1990, os novos padres demonstram maior adesão à estabilidade doutrinal promovida pelos pontificados anteriores. No Brasil, observa-se uma crescente desconfiança entre seminaristas em relação às Comunidades Eclesiais de Base, sinalizando retração do modelo pastoral da teologia da libertação.4 Nos Estados Unidos, pesquisas indicam a quase extinção do clero progressista, com forte rejeição a reformas como a ordenação de mulheres ou a revisão da moral sexual.5 Na Alemanha, muitos jovens sacerdotes se distanciam das propostas do Caminho Sinodal, defendendo uma “reforma espiritual” ancorada na ortodoxia. Na França, ainda que haja alguma abertura ao magistério de Francisco e ao Vaticano II, cresce o apreço por símbolos tradicionalistas, como o uso da batina ou a celebração da missa em latim. Apesar das especificidades locais, a tendência geral é clara: o jovem clero tende a ser mais conservador, o que acentua a assimetria entre o centro reformista e a base clerical.
Se a base do clero mudou, no topo da hierarquia – o episcopado – o cenário é de fragmentação. O balanço político do colégio episcopal revela os limites da aliança entre Francisco e os bispos. Na África, há forte resistência à flexibilização da agenda moral da Igreja. A América do Norte, especialmente os Estados Unidos, tornou-se um polo de oposição organizada ao pontificado. Já a América Latina, embora culturalmente próxima de Francisco, não se mobilizou institucionalmente em favor de suas reformas; preferiu a neutralidade e, em alguns casos, como no Chile, protagonizou choques diretos com Roma. A Europa apresenta um quadro ainda mais heterogêneo: o progressismo da Igreja alemã contrasta com a moderação – ou conservadorismo – de outras conferências episcopais, como a italiana, a polonesa ou a escandinava.
Essa divisão também se reflete no laicato. De um lado, católicos praticantes tendem a alinhar-se mais à doutrina oficial; de outro, há uma massa crescente de fiéis não praticantes, mais próximos dos valores seculares contemporâneos.6 Isso impõe um dilema estratégico à Igreja: deve ela priorizar os que já compartilham sua visão moral ou buscar dialogar com aqueles que a interpelam por mudanças?
A Igreja vive hoje um cenário complexo, marcado por um paradoxo dramático: o papa (enquanto figura pessoal) é amplamente popular, mas a instituição (enquanto estrutura) não goza do mesmo prestígio. Entre as muitas análises sobre o pontificado de Francisco, apenas um historiador francês, Christophe Dickes, captou esse ponto com precisão, ao resumir de maneira lapidar: “Le pape était populaire et clivant”.7
Processo sem estrutura? A potência das reformas de Francisco
Alguns analistas têm sustentado que o legado de Francisco é irreversível.8 Outros, mais céticos, afirmam que, sob seu pontificado, tudo mudou apenas para que tudo continuasse como sempre foi.9 Essa tensão entre ruptura e continuidade marca o debate contemporâneo sobre os efeitos de seu governo na Igreja.
Para os partidários da segunda tese – a de que mudanças estruturais profundas não se consolidaram – é importante reconhecer, contudo, que Francisco desencadeou um debate que, ainda que não tenha sido plenamente institucionalizado, tampouco pode ser ignorado ou desativado sem custo. Pela primeira vez desde o Vaticano II, a agenda liberal-progressista encontrou acolhida robusta na autoridade máxima da Igreja. Ao invés de ser apenas tolerada ou mantida à margem, ela ganhou status de legitimidade teológica e pastoral. Isso não significa hegemonia, mas sim deslocamento simbólico: o que antes era expressão periférica de um “espírito conciliar” agora se tornou, ao menos parcialmente, discurso autorizado no centro do poder eclesial.
Contudo, Francisco sempre deixou claro que sua intenção não era impor mudanças imediatas, mas desencadear processos com potencial de transformação. Inspirado em sua máxima preferida – “o tempo é superior ao espaço” –, ele buscou mais abrir caminhos do que conquistar posições fixas. Seu horizonte estratégico privilegia o longo prazo, confiando que certas sementes plantadas hoje só darão frutos plenos em contextos futuros. Mas, ainda que tenha seguido esse princípio, Francisco não descurou completamente dos “espaços” de poder. Ciente de que processos precisam de condições mínimas para florescer, ele conduziu uma política de nomeações cardinalícias orientada por critérios pastorais e geográficos que reforçam sua visão de Igreja. Como resultado, o Colégio de Cardeais passou a contar com cerca de 80% de membros escolhidos por ele – uma maioria significativa que poderá pesar decisivamente na eleição de seu sucessor e manter viva a dinâmica de transformação que ele ajudou a iniciar.
Tudo isso garante o sucesso da agenda liberal-progressista na Igreja?
A resposta exige cautela. É verdade que Francisco impulsionou uma dinâmica de mudanças importantes, mas, como apontam seus críticos, essas transformações não se traduziram em alterações doutrinárias ou estruturais. Em contraste com João Paulo II – que promulgou o Catecismo da Igreja Católica (doutrina) e aprovou o novo Código de Direito Canônico (estrutura) –, o legado de Francisco corre o risco de se dissolver no processo, justamente por não ter se traduzido em institucionalização.
A sociologia clássica já nos ensinava que os movimentos carismáticos operam na lógica do extraordinário: emergem em momentos de crise ou de transformação, rompem com a ordem instituída e mobilizam forte energia simbólica e afetiva. No entanto, como destacou Max Weber, sua permanência histórica depende de um processo de “rotinização do carisma” – isto é, da transição do impulso inicial para formas duráveis de organização, normas e estruturas. Sem essa transição, o carisma se dissipa: o que começou como inovação tende a se dissolver pela falta de institucionalização.10
Niklas Luhmann, numa chave mais sistêmica e contemporânea, radicalizou essa intuição ao afirmar que estruturas são, na verdade, processos que se estabilizaram no tempo.11 Isso significa que não há oposição essencial entre processo e estrutura: toda estrutura é um processo que encontrou formas de continuidade e repetição. No entanto, essa estabilização não ocorre automaticamente. É preciso que haja mecanismos concretos de reprodução, codificação normativa e sedimentação organizacional – algo que permita que o impulso inovador sobreviva ao seu próprio contexto de origem.
É justamente aí que se revela o ponto vulnerável das reformas promovidas por Francisco: elas permaneceram majoritariamente no plano da “potência”, no sentido aristotélico do termo, sem se efetivarem plenamente no “ato”. Ou seja, tratou-se mais da abertura de possibilidades do que de sua realização concreta. O pontificado produziu deslocamentos significativos no discurso, na sensibilidade pastoral e na agenda eclesial, mas não logrou consolidá-los sob a forma de estruturas duráveis ou de transformações institucionais estáveis.
Essa dissociação entre impulso reformista e enraizamento institucional deixa o processo reformador em uma espécie de suspensão: ele foi suficientemente forte para provocar reações, mas não decisivo o bastante para garantir sua continuidade autossustentável. Com isso, o horizonte futuro permanece em disputa – ele tanto pode apontar para a consolidação desses novos rumos, mediante rotinização e institucionalização, quanto para uma inflexão que explore novos caminhos.
Uma conclusão inconclusiva
Para concluir, permito-me um toque pessoal. Li hoje a declaração de um cardeal que expressava, em paráfrase, a seguinte ideia: “o ser humano vem antes, a doutrina depois”.12 Não sei se a melhor maneira de abordar a relação entre verdade e caridade passa pela lógica da prioridade – essa é, sem dúvida, uma questão que cabe aos teólogos desenvolverem com mais propriedade. O que me parece, no entanto, é que há um elemento ausente nesse conjunto: o sagrado.
Do meu ponto de vista – assumidamente subjetivo –, uma Igreja que deixa de ser sinal do divino num mundo crescentemente secularizado compromete sua própria razão de existir. É evidente que, no cristianismo, a experiência do divino está profundamente entrelaçada com a do humano: o Verbo Eterno se fez carne, e o amor a Deus não se separa do amor ao próximo.
Mas, retornando à linguagem sociológica, é preciso lembrar que a vitalidade religiosa depende da presença do numinoso – aquilo que é absolutamente Outro, que inspira temor e fascínio (Rudolf Otto).13 Sem essa dimensão transcendente, o sagrado ritual e moral da Igreja torna-se apenas forma vazia. E, nesse caso, tudo o que nos resta é o deserto desencantado de um mundo sem mistério. O que me faz pensar que se existe realmente uma crise na Igreja, ela é, ao final, “teo”-lógica.
Notas
1 DE CAMARGO, Julian Carlos. CALDEIRA, Rodrigo Coppe (org.). Concílio Vaticano II: experiências e contextos. São Paulo: Paulus, 2022. TeoPraxis, v. 4, n. 8, p. 1-3, 2024.
2 BRIGHENTI, Agenor. O novo rosto do catolicismo brasileiro: clero, leigos, religiosas e perfil dos padres novos. Editora Vozes, 2023.
3 VERMURLEN, Brad; REGNERUS, Mark; CRANNEY, Stephen. The ongoing conservative turn in the American Catholic priesthood. Sociological Spectrum, v. 43, n. 2-3, p. 72-88, 2023.
4 TEVINGTON, Patricia; NORTEY, Justin; SMITH, Gregory A. Majority of U.S. Catholics express favorable view of Pope Francis: but his ratings have dipped since 2021 and become politically polarized over the past decade. Washington, D.C.: Pew Research Center, 2024.
5 Veja-se a entrevista em: https://www.youtube.com/watch?v=SdCmuQoiwQ4.
6 Conforme expressa Brenda Carranza, em discussão no programa WW Especial de 27/04/2025.
7 Visão expressa por Rodrigo Toniol.
8 SELL, Carlos Eduardo. Poder instituído e potência subversiva: Max Weber e a dupla face da dominação carismática. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 33, p. e339814, 2018.
9 https://www.avvenire.it/chiesa/pagine/intervista-cardinale-vesco-algeri-una-chiesa-aperta-a-tutti-prima-l-uomo-e-poi-la-dottrina.
10 LUHMANN, Niklas. Sistemas Sociais: Esboço de uma Teoria Geral. Petrópolis: Vozes, 2017.
11 LUHMANN, Niklas. Sistemas Sociais: Esboço de uma Teoria Geral. Petrópolis: Vozes, 2017.
12 MACINTYRE, Alasdair C. Depois da virtude: um estudo em teoria moral. Baurú: Edusc, 2001.
13 OTTO, Rudolf. O Sagrado: Os Aspectos Irracionais na Noção do Divino e sua Relação com o Racional. Tradução de Walter O. Schlupp. São Leopoldo: Sinodal/EST; Petrópolis: Vozes, 2007.

Carlos Eduardo Sell é doutor em Sociologia Política e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor de Max Weber e a racionalização da Vida (Vozes, 2013), Sociologia clássica: Marx, Durkheim e Weber (Vozes, 2015) e Para onde vai a Igreja Católica? (Vozes, 2025)
Catálogo do Ateliê de Humanidades Editorial


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