Realizar uma pesquisa em ciências humanas é sempre um desafio, pois estamos envoltos com nossos próprios valores a constituirem (e não poucas vezes distorcerem) a relação que temos com os objetos/sujeitos investigados. Talvez a coisa fica mais difícil ainda quando se trata de ciências das religiões, tanto no que diz respeito às dificuldades da pesquisa em si mesma, quanto no tocante aos posicionamentos do/a pesquisador/a no espaço público.
Neste contexto, Nelson Lellis nos apresenta suas “notas críticas e propostivas” sobre a formação de pesquisadores no campo de estudos da religião. Trata-se, aqui, de um bom texto a ser debatido em sala de aula.
Desejo, como sempre, uma excelente leitura!
A. M.
Fios do Tempo, 25 de agosto de 2025
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A formação de pesquisadores da religião:
notas críticas e propositivas
Em 1999, Antônio Flávio Pierucci produziu uma reflexão sobre a sociologia da religião como uma “área impuramente acadêmica”; foi uma forma de criticar pesquisadores que, naquele cenário, filtravam a realidade a partir de suas percepções confessionais e apresentavam seus resultados em revistas e outras áreas reservadas à produção acadêmica. A ideia era questionar as intenções de estudiosos que encampavam suas lentes a partir das próprias denominações religiosas, ou seja, “com que intenções alguém que é católico estuda catolicismo?”; “o que é que pode estar passando pela cabeça de um protestante estudando o protestantismo?”. Alguns textos surgiram como reação diante de tal provocação (cf. Marcelo Camurça, 2001), sendo, posteriormente, sistematizado e rediscutido por Joanildo Burity (2020). A questão posta por Pierucci passa pelas fronteiras/limites entre o pesquisador e o objeto pesquisado.
Tudo isso, embora pudesse ser tratado objetivamente como uma cartilha para estudantes de graduação e iniciação científica, ajuda-nos a ampliar o foco para uma rememoração de questões metodológicas em um cenário cujo empenho acadêmico anda de mãos dadas com o engajamento de pautas sócio-políticas (e talvez não seja possível mensurar hoje o envolvimento de pesquisadores na militância política e em que nível esse engajamento tem ajudado a produzir movimentos internos [coletivos identitários, aparelhamentos em editais de concursos, agendas de programação cultural] e dados inflacionados em seus artigos). Nesse aspecto, o presente ensaio lança luz sobre o problema da “liberdade em relação ao valor” de Weber – do controle ascético dos valores do pesquisador na construção metódica do objeto de pesquisa. E ao falar desse abandono, penso, em primeiro lugar, no respeito pelo objeto.1
Certamente que a própria escolha de um tema já revela elementos subjetivos de quem fará a análise. Lembrando aqui, por exemplo, do antropólogo Gilberto Velho (1978), ao escrever Observando o Familiar, em que, dialogando com Roberto Da Matta, entendia como o exótico possui sua face familiar e como o familiar precisa ser transformado em exótico, no sentido de ser distanciado. Fazendo uso da célebre frase do escritor português José Saramago: “É preciso sair da ilha para ver a ilha”, pois nem sempre o familiar é necessariamente conhecido. Em outras palavras, para conhecer o objeto de estudo, o caminho é afastar-se dele, isto é, enxergar menos apaixonadamente para que os dados não sejam inflacionados ou maculados. Tal informação encontra-se no princípio de cada graduação ou iniciação científica na área das humanidades. Ainda assim, parte da produção de quem pisou antes no chão da teologia, ou que possui alguma relação com ela de forma religiosa (de prestação de contas à sua tradição de fé), confunde o objetivo e o aparato teórico-metodológico da(s) ciência(s) da(s) religião(ões) e da sociologia da religião – cujas propostas são descrever e fazer conhecido o fenômeno religioso em certo grau estabelecido por (em) grupos ou sociedades.
Por outro lado, a leitura que fazemos sobre a liberdade em relação aos valores de Max Weber – quanto ao método de se fazer ciência – considera que os próprios valores também são objeto da cultura em que se vive (ver essa discussão em Weiss, 2014)2; portanto, assumir um ponto de vista sobre determinado objeto possui duas interpretações:
a) a realidade é lida a partir de uma forte conexão com o objeto, o que ajudará a determinar a interpretação sobre o mesmo;
b) ainda que se tenha certa relação com o objeto, o sujeito sabe dessa relação e consegue decodificá-lo identificando os dados, analisando-os mediante um rigor metodológico capaz de não os comprometer.3
A ausência de um campo teórico-metodológico abre portas para opiniões que retornam (feedback)4 para a sociedade (ou para os seguidores, leitores, apreciadores do sujeito que produz a “análise”) como explicação capaz de “dar conta” de eventos complexos sem as ferramentas hermenêuticas que colocam em perspectiva a partir de: a) ideais-tipos; b) critérios que comparem ou adequem ou revisitem e ressignifiquem modelos semelhantes; c) categorias que ajudem a classificar (dar nome[s]) personagens, movimentos, políticas, ações sociais etc. Um pesquisador religioso que não faz uso adequado, rigoroso, de tais ferramentas é um sério candidato a manipular ou enxergar com miopia os dados.
Para além da relação entre confessionalidade e dados da pesquisa, há ausência de afã quando se trata da produção de conhecimento acadêmico diante do número de acontecimentos que envolvem o tema “religião”. Pensando num recorte temporal do qual eventos têm sido registrados desde 2022, como:
– a guerra entre Rússia e Ucrânia, que envolve no cenário, por um lado, a influência da Igreja Ortodoxa Russa e, por outro, personagens como o teólogo Taras Dzyubanskyy5 (Universidade Católica da Ucrânia), que acusou a Igreja Ortodoxa e seu líder Cirilo I de fazer parte de ações terroristas (Holdorf, 2024);
– o conflito entre Israel e Palestina, cujo tema religião, interfaceada a lógicas da economia, do turismo, das relações bélicas e políticas (in)diretas com os EUA etc., torna a guerra entre “irmãos” – de um mesmo “Pai” – cada vez mais complexa e, ao contrário do que muitos diriam, pouco “santa” (Pappé, 2020; Veiga, 2023);
– as eleições norte-americanas entre Donald Trump e Kamala Harris, com assuntos que perpassam imigração, raça e participação em guerras (Shimron, 2024), e, agora, a atuação do presidente eleito sobre taxação, deportação de “imigrantes ilegais” que, de certa forma, movimentam a economia estadunidense através da construção civil, turismo e agricultura; e a relação com o Brasil tanto na área da economia (taxação de produtos) quanto na tentativa de interferir no Poder Judiciário (no caso Bolsonaro)…
… eles fizeram com que pesquisadores no campo da sociologia e ciência da religião se posicionassem enfaticamente através de textos, redes sociais, revistas acadêmicas (em alguns casos) e sites de opinião, expondo o quanto a provocação de Pierucci, após 25 anos, tem ainda sua validade, e, isso, sob vários aspectos.
Ora, um intelectual/pesquisador/pensador pode falar de assuntos variados, cuja largueza vai de uma manifestação solitária de fé aos mais complexos arranjos que envolvem países em guerra? Uma boa formação, sobretudo no campo teórico, permitiria, assim entendemos, uma amplitude de análise sobre assuntos que nem sempre fazem parte do raio de estudos de determinado sujeito pesquisador. Aliás, trazendo à memória o apêndice do livro A imaginação sociológica: do artesanato intelectual, de Charles Wright Mills (1969), o sociólogo norte-americano interessa-se em registrar relatos pessoais para aqueles que estão iniciando um trabalho independente; contudo, trata-se de um texto seminal que nos provoca, ainda que já letrados no campo de pesquisa, a nos debruçar constantemente a fim de não sermos constrangidos pelos vícios. Certas leituras nos ajudam a evitar discursos pedantes, de pautar qualidade de pesquisa por cumprimento de metas no lattes, por simples desejo de produção pela produção e, até mesmo, por alcançar uma boa quantidade de likes – um capital moderno (em termos bourdieusianos).
Mills entendia que a própria vida serve como “experiência” para o artesanato intelectual. Para isso, deve-se organizar um arquivo da vida; dito em outras palavras, refletir sistematicamente sobre o que se experiencia, desde questões subjetivas às profissionais. De fragmentos de conversas, após serem devidamente analisados, podem se transformar em uma relevante análise do social. E qual seria o caminho para se alcançar dados relevantes para descrição das teias abstrusas da realidade? O uso adequado de ferramentas teórico-metodológicas.
Com a advento das redes sociais, a forma de se coletar dados também sofreu ampliações. Para além do texto, com a descrição do objeto, transcrição e análise de entrevistas e questionários etc., outros procedimentos foram inseridos para integrar imagens e sons. As redes sociais trouxeram seus links e discursos que não são apenas captados, mas cooptados em narrativas das mais distintas, uma vez que podem ser fragmentados, reinventados, modificados – o que tem sido popularmente chamado de fake news. Por isso, o próprio pesquisador precisa estar atento aos documentos que acessa para verificação do grau de sua autenticidade. Na esteira do que dizem Tim May (2004, p. 220) e Tânia Steren dos Santos (2009, p. 131), deve-se conferir:
- se os dados são genuínos;
- se são de fonte primária ou secundária;
- se são cópias ou originais;
- se foram corrompidos ou adulterados;
- se a autoria pode ser validada e se são dignas de crédito;
- se os documentos estão datados e localizados;
- se são registros precisos ou processos já interpretados.
Problematizamos dois pontos aqui. O primeiro está ligado a um certo modelo de escrita jornalística de pesquisadores, cujo interesse é opinar acerca de diferentes eventos ou defender suas ideologias a partir de publicações acadêmicas. E aqui é importante distinguir o jornalismo informativo do especulativo ou sem outra preocupação senão estabelecer protagonismo em relação à notícia – com comentários que não discutem profundamente os cenários que se dispõem a comentar. Com a agilidade das redes e o interesse de publicação no “calor do momento”, há sempre o risco do não amadurecimento da análise e as indicações acima passam a ser desprezadas ou consideradas pelo pesquisador em nível insuficiente – como no caso das análises a partir da divulgação de dados preliminares sobre religião do Censo 2022. Na escrita jornalística, corre-se bem quem chega primeiro. Esse “correr bem” nem sempre pode ser conjugado com a qualidade da matéria, mas com a venda do produto. Há, sem dúvida, um fetiche da notícia: quanto pior (mais aterrorizante!), melhor. E muitos acadêmicos parecem estar embarcando nesse modelo. Afinal, parafraseando o sociólogo Herbert José de Sousa (Betinho), quem tem informação com possibilidade de viralizar, tem pressa.6
O segundo ponto passa pelos posicionamentos do pesquisador quase nunca filtrados por teorias que auxiliariam em cuidadosos e robustos estudos. Isso porque, assim como em muitas universidades, os afetos culturais (quase que cultuais), de profundo lastro identitário, de propaganda progressista ou de encantamento conservador, mais performam em seus próprios arraiais do que comunicam dados com auxílio de categorias equivalentes. Tornou-se moda tomar conceitos, tipos, categorias e transferir para sujeitos, movimentos, eventos, sem uma coerência teórica crítica. “Comunismo”, “fascismo”, “nazismo” tornaram-se xingamentos. Identificar, no entanto, o “problema” social passou a ser, na pena de muitos pesquisadores, uma missão de identificar o inimigo de seu grupo orgânico. Sua produção, portanto, não se assemelha a um engajamento responsável (Lellis e Alvarenga, 2024), em que é possível dialogar “militância” e “crítica”, mas dogmatismo identitário – o que obstaculiza (cf. Lellis, 2023) um olhar mais denso e a própria crítica.
O que fazer diante dos desafios para analisar (escrever) estruturas e cenas sociais complexas? Trago, nesta conclusão, orientações seminais para composição (ou melhor, sistematização) de um pequeno bloco que poderá, facilmente, ser identificado em manuais de metodologia e/ou textos que registram diários de campo (passo a passo de pesquisas) e similares. Esse tipo de conteúdo aponta para pesquisas densas, e não se trata, objetivamente, de textos mais curtos ou estudos que apresentam resultados preliminares (artigos, capítulos, textos para magazine). No entanto, o foco desta reflexão é justamente (fazer) atentar para uma produção que, sendo ou não de fôlego, considere o quanto se deve ser responsável pelo produto que cairá em mãos das mais distintas parcelas na sociedade. Segue:
1. Não se sentir obrigado a analisar todas as cenas. Faça um recorte, aprofunde leituras e arquive materiais (ou na memória) para escrever bem, com referências adequadas ao que se propõe trabalhar;
2. Após a escrita, encaminhar o texto a colegas da área a fim de receber as devidas críticas, revisões e, posteriormente, novas adequações. Esse tempo de leitura conjunta ajuda na maturidade do texto;
3. Não ter receio em excluir parte do que já escreveu. Isso faz parte do processo de “limpeza do texto”. Enquanto isso, reserve um arquivo para esses trechos retirados, pois pode ser que referências, citações, argumentos, dentre outros, sejam úteis em outro material;
4. Um texto não é produzido do autor para o próprio autor. Verifique o público ao qual se dirige, respeite-o, entregue reflexões que tragam informações verificáveis, dados e análises responsáveis;
5. Verificar os limites para que a militância, ou a confessionalidade, ou a defesa dos estatutos ideológicos de certos grupos que participa, não obstaculize a análise crítica. A sociologia do conhecimento poderá ser uma decisão acertada no processo (Morin, 2011, p. 92-111).
Não se trata de um procedimento único, no entanto, pode-se considerar que a proposta trilha um caminho metodológico não apressado e, portanto, verificável. Independentemente do nível do pesquisador (graduado ou pós), o cuidado com as fontes, com a análise em campo e/ou de documentos, evita resultados inflacionados seja pela inclinação ideológica, seja pela confissão religiosa.
Notas
1 Devo esse termo a Roberto Dutra.
2 “[…] a resposta do sociólogo alemão foi a de que as Ciências Sociais não podem se pronunciar sobre a validade normativa (Geltung), mas apenas podem discutir sua vigência empírica (Gültigkeit) e assim lançar luz sobre as condições e as consequências da realização dos valores. É o que Weber chama de ‘crítica técnica dos valores’, que concerne à avaliação da adequação dos meios para a realização de determinado valor” (Weiss, Raquel, 2014, p. 115).
3 Veja um exemplo em: Vieira et al, 2019.
4 Cf. modelo de funcionamento do Sistema Político, em Easton (1957).
5 Cabe aqui uma nota com breve informação sobre o teólogo em questão. O objetivo ratificar a complexidade dessa relação entre pesquisadores religiosos e a cena política – dentre outras interfaces. “Desde outubro de 2012, Taras tem trabalhado como consultor para questões religiosas e ecumênicas do prefeito de Lviv. Em maio de 2013, ele inaugurou um centro inter-religioso, ‘Libertas’, o primeiro do gênero na Ucrânia. Desde sua criação, o centro realizou mais de 40 eventos ecumênicos e inter-religiosos para promover o diálogo e a compreensão entre diferentes grupos religiosos. […] Taras está fortemente comprometido em promover o diálogo inter-religioso e intercultural, pois acredita que pessoas de diferentes religiões têm muito a oferecer à humanidade por meio de suas experiências e tradições religiosas, que são uma fonte inestimável de sabedoria, prudência, amor e respeito. Um lema com o qual Taras se identifica é ‘Busque a verdade, e a verdade o libertará’”. Disponível em: <https://www.kaiciid.org/who-we-are/fellows/taras-dzyubanskyy>. Acesso em: 26 ago. 2024.
6 Frase original: “Quem tem fome, tem pressa”.
Referências
Burity, Joanildo. Sociologia da religião no Brasil: artesania, fronteiras e horizontes. BIB, n. 93, p. 1-25, 2020.
Camurça, Marcelo A. Da “Boa” e da “Má vontade” para com a Religião nos Cientistas Sociais da Religião brasileiros. Comentários a propósito do balanço realizado por Antônio Flávio Pierucci sobre a produção acadêmica da Sociologia da Religião no Brasil, nos últimos 25 anos. Religião & Sociedade, v. 21, n. 1, p. 67-86, 2001.
Easton, David. An Approach to the Analysis of Political Systems. World Politics, vol. 9, n. 3, p. 383-400, 1957.
Holdorf, Ruben Dargã. “Invasão da Ucrânia: as questões religiosas que levaram à guerra”, Gazeta do Povo, em: 17/03/2024. Disponível em: <https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/invasao-ucrania-questoes-religiosas-guerra/>. Acesso em: 06 ago. 2024.
Lellis, Nelson. “Quando o identitarismo obstaculiza a crítica: evangélicos na nova esquerda e sua relação com as religiões afro”, Ateliê de Humanidades, em: 02/04/2023. Disponível em: <https://ateliedehumanidades.com/2023/04/02/fios-do-tempo-quando-o-identitarismo-obstaculiza-a-critica-por-nelson-lellis/>. Acesso em: 06 ago. 2024.
May, Tim. Pesquisa social: questões, métodos e processos. Porto Alegre: Artmed, 2004.
Mills, C. Wright. Apêndice: “Do Artesanato Intelectual”. In: ________. A imaginação sociológica. 2ª ed. São Paulo: Zahar Editores, 1969, p. 211-243.
__________. Sobre o artesanato intelectual e outros ensaios. São Paulo: Zahar, 2009, p. 21-58.
Morin, Edgar. O Método: as ideias. 5ª ed. Porto Alegre: Editora Sulina, 2011.
Pappé, Ilan. A Bíblia ao serviço do Sionismo. Lisboa: KKYM, 2020.
Pierucci, Antônio Flávio de Oliveira. Sociologia da religião: área impuramente acadêmica. O que ler na ciência social brasileira (1970-1995). São Paulo: Sumaré/ANPOCS/CAPES, 1999.
Steren dos Santos, Tânia. Do artesanato intelectual ao contexto virtual: ferramentas metodológicas para a pesquisa social. Sociologias, Porto Alegre, ano 11, nº 21, jan./jun., p. 120-156, 2009.
Shimron, Yonat. “Kamala Harris’ multi-religious identity is a map of the future”, National Catholic Reporter, em: 23/07/2024. Disponível em: <https://www.ncronline.org/news/kamala-harris-multi-religious-identity-map-future>. Acesso em: 06 ago. 2024.
Veiga, Edison. “Conflito Israel-Hamas: De onde vêm as interpretações religiosas para a guerra?”, BBC News, em: 17/10/2023. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn03l1exe5zo>. Acesso em: 06 ago. 2024.
Velho, Gilberto. Observando o Familiar. In: NUNES, Edson de Oliveira. A Aventura Sociológica. Rio de Janeiro: Zahar, 1978, p. 121-132.
Vieira, Eli; Mano, Camila; Reynaldo, Daniel; Agape, David; Bigaran, Vanessa. “Principais estatísticas brasileiras de morte por homofobia são falsas, conclui checagem independente”. Liga Humanista, em: 01/05/2019. Disponível em: <https://lihs.org.br/sociedade/homofobia/>. Acesso em: 26 ago. 2024.
Weiss, Raquel. Max Weber e o problema dos valores: as justificativas para a neutralidade axiológica. Rev. Sociol. Polit., v. 22, n. 49, p. 113-137, 2014.

NELSON LELLIS é doutor em Sociologia Política e bolsista pós-doc pelo mesmo programa na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF).
Catálogo do Ateliê de Humanidades Editorial





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