Fios do tempo. Que comunicação e que jornalismo para o mundo pós-coronavírus?

Começamos quentes em nossas atividades do Fios do tempo. Nesta semana tocamos dois debates simultâneos: o problema da relação entre comunicação e democracia, e o da questão racial e do racismo.

Na primeira frente, trazemos dois artigos: Que comunicação e que jornalismo para o mundo pós-coronavírus?, de José Luís Garcia, sociólogo português da Universidade de Lisboa (publicado agora), e Política quântica: reflexões sobre “Os engenheiros do caos“, de Elimar Pinheiro do Nascimento (professor da Universidade de Brasília (com publicação em 14/07).

Na segunda frente, como preparativo da live As mil faces do racismo desta quinta-feira (16/07, 15h), publicaremos os artigos “I can’t breathe”: o corpo como um espaço de colonização racializadora“, de Adrián Scribano (diretor do Centro de Investigaciones y Estudios Sociológicos (CIES) / Universidad de Buenos Aires, com publicação dia 14/07); e “Raça, poder e nação: encruzilhadas coloniais no século XXI“, de Paulo Henrique Martins (UFPE, com publicação 15/07).

Neste texto que ora publicamos, de José Luís Garcia, começamos por reconhecer que os mídias e a profissão do jornalismo em nossas sociedades urbanas e complexas são vulneráveis a inúmeras críticas, mas que é impossível passar sem eles. Diante do debate sobre pós-verdade, a ideologização política e a consciência da importância de informações confiáveis e de uma mediação simbólica estável para conduzir nossas vidas e tomar decisões, percebemos que não é mais aceitável contornar questão cruciais tais como: como se dá a comunicação em nossa sociedade? Qual é o papel do jornalismo em uma democracia? Qual uso deve ser feito das tecnologias digitais no exercício de seu papel? Há espaço ainda para um jornalismo não digital baseado em interações e papéis?

Desejamos uma excelente leitura, ou escuta!

Fios do tempo, 13 de julho de 2020
A. M.



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Que comunicação e que jornalismo para o mundo pós-coronavírus?

Lisboa, junho de 2020

Agora que a proximidade física foi limitada quase em simultâneo para muitos e muitos milhões de pessoas de uma forma nunca antes experimentada, pois os riscos de contágio que podem levar à doença e à morte provocadas pelo novo coronavírus SARS-CoV-2 são grandes, a comunicação face-a-face teve de ser drasticamente reduzida e substituída pela mediação tecnológica. Com as medidas de confinamento tomadas para diminuir a exposição à COVID 19, as relações sociais não terminaram, embora muitas tenham sido suspensas ou restritas ao espaço doméstico; do mesmo modo, os processos de comunicação não terminaram; muitos foram interrompidos, outros substituídos pela mediação tecnológica. Tendo-se alterado as relações sociais, alteraram-se os processos de comunicação; uma vez alterados estes processos, alteram-se também as relações sociais. Tornou-se, assim, uma evidência a relação intrínseca entre comunicação e sociedade. Ficou corroborado que a comunicação é consubstancial à criação do eu humano, das relações sociais e da vida social, e não um recurso, um meio para qualquer objetivo; que a comunicação tem um significado em si, proveniente da dependência do ser humano – para se constituir socialmente como um eu-pessoa e construir, preservar e alterar a cultura das sociedades humanas que dão sentido à sua vida –  dos processos de simbolização que ocorrem nas interações e relações sociais.   

Surge claro da situação social excepcional de pandemia global que o tipo de comunicação mediada por tecnologias de transmissão à distância, tais como o telefone, a Internet, as chamados mídias sociais, os aparelhos através dos quais é possível trocar mensagens, fotos, sons e vídeos, pode ser adequado para certas formas de sociabilidade e para a realização de várias atividades laborais, informativas, culturais, desportivas, de ensino e outras passíveis de transpor o espaço. Para não aumentar as possibilidades de contágio que decorrem da proximidade física e podem levar à doença e à morte, foram e têm vindo a ser evitados inúmeros processos comunicativos em co-presença, surgindo a mediação tecnológica como um meio de comunicação ajustado às circunstâncias. Mas tal como o impedimento de frequentar e trabalhar em lugares sociais mais amplos do que a casa e de conviver com grupos de pessoas – em cafés, restaurantes, escolas, mercados, teatros, cinemas, concertos de música, etc., etc. – permite revalorizar inúmeras relações na presença física (conversas com amigos, aulas, comemoração de aniversários, visitas a familiares, cerimônias religiosas, funerais, festas, jogos…) que foram suspensas ou bastante contidas, também se percebe melhor, com esta circunstância, quão preciosa é a comunicação face-a-face, sem a qual não ocorrem rituais que são o esteio dos laços sociais e de incontáveis formas de expressão dos sentimentos, emoções e afecções que formam os seres humanos. 

O jornalismo, um indispensável ator simbólico de nossas sociedades

Compreende-se também melhor, numa conjuntura em que o temor de todos da doença e da morte é um quadro fértil para a propagação de notícias falsas e para a desinformação, a necessidade e relevância da intermediação jornalística rigorosa e das suas normas e valores profissionais para coletar informação pertinente, para a tratar de modo escrupuloso e a disponibilizar ao grande público que é o conjunto da sociedade. Num primeiro momento em que as pessoas estavam mais ansiosas de obter informações honestas sobre a pandemia do que em entrar em disputas ou ratificar as suas convicções, o jornalismo respondeu com uma cobertura rápida e ampla da pandemia, mostrando como políticos perversos e irresponsáveis como Donald Trump, Jair Bolsonaro ou mesmo Boris Johnson  se recusavam a admitir toda a evidência daquela. Numa segunda fase, o jornalismo converteu-se em intermediário insubstituível para desmontar o caudal de notícias falsas, espalhadas nos ditos media sociais e em conteúdos gerados por utilizadores ou agentes de desinformação a operar na Internet, sobre a origem do novo coronavírus SARS-CoV-2 (por exemplo, “é uma arma biológica desenvolvida pela China no Instituto de Tecnologia de Wuhan”; “é uma arma biológica para derrubar Donald Trump”), sobre como se dá o contágio (“animais de estimação disseminam o vírus”) e como o combater (“chás de ervanárias matam o coronavírus”).

A importância do jornalismo, a compreensão da sua necessidade, despontou porque, mesmo no mais pavoroso martírio, a experiência social – experiência plural e mediada por forças da política, economia, ciência, tecnologia, medicina, cultura, e que envolve indivíduos, grupos e instituições – não deixa de gerar formas de consciência humana através da ação simbólica. Porque é necessário dizer aos outros seres humanos o que eles talvez desconheçam; é fundamental uma compreensão aceitável do que significa uma pandemia; é preciso dar-lhe uma denominação; é requerido ir avaliando o que se está a passar; é decisivo ter uma atitude… 

O jornalismo, como tem vindo a ser patente nos contextos políticos com liberdade de expressão, tem sido o mais destacado interveniente dos circuitos de produção cultural em termos de coleta de informação, tratamento, disseminação, comentário e organização dos debates relativamente às circunstâncias vividas da calamidade causada pela COVID-19 no quadro das várias instituições culturais da sociedade de que os media são parte integrante. Ainda que sob as condições da competição no mercado dos media, que leva à tentação pela dramatização, agendamento monotemático, uso de metáforas duvidosas ou busca da atenção frente às compactas redes de troca comunicacional e cultural que povoam a Internet, o jornalismo, nesta situação, tem evidenciado aquilo que um grande formador de jornalistas, o norte-americano James Carey, disse magistralmente dele em The Problem of Journalism History (James Carey: A Critical Reader, University of Minnesota Press, 1997 [1974], p. 91): que é uma forma social particular de apreender o mundo, uma forma cultural de organização da experiência social, uma forma de imaginar o mundo. O jornalismo é, para lembrar as suas palavras, “um trabalho criativo e imaginativo, uma estratégia simbólica; o jornalismo avalia as situações, nomeia os seus elementos e nomeia-os de uma maneira que contém uma atitude em relação a eles; o jornalismo fornece o que Kenneth Burke chama de estratégias para situações – “estratégias para selecionar inimigos e aliados, socializar perdas, afastar o mal, para purificação, propiciação e dessacralização, consolo e vingança, admoestação e exortação, mandados e instruções implícitas de um tipo ou de outro” (James Carey, ibid.).

Como irrompe com nitidez nestes dias marcados pela pandemia, o jornalismo é parte da cultura das sociedades e simultaneamente uma instituição produtora de cultura – uma entidade produtora de uma cultura específica, cuja formação e trajetória têm acompanhado a formação do mundo moderno: o surgimento da reprodutibilidade técnica e das várias tecnologias de informação e comunicação, a formação dos Estados-Nação, o crescimento urbano, a industrialização, as transformações radicais nos transportes, a formação dos mercados nacionais e mundial. O jornalismo é o primeiro grande produtor de cultura que foi conduzido a transformar um habitus literário por força da industrialização e do alargamento do mercado; por outras palavras, o jornalismo foi adotando procedimentos, normas, técnicas e práticas que não tinham que corresponder verdadeiramente a necessidades sentidas pela profissão, mas a imposições das instituições dos media, particularmente quando se trata de empresas norteadas para a obtenção de lucros, para a produção de uma mercadoria subordinada às condições industriais e à venda rentável. No entanto, foi neste processo que o jornalismo se expandiu como profissão e adquiriu uma relativa autonomia enquadrada por organizações profissionais e códigos de ética e deontologia. O jornalismo é, então, um ator cultural coletivo, cujos produtos são razoavelmente homogêneos e identificáveis, em especial na forma de notícias e reportagens, que são fatos jornalísticos que acontecem ao dizerem-se e que provocam coisas pelo fato de serem ditos; é promotor de sentidos na vida social e de notabilidade; é uma entidade construtora e mediadora das trocas simbólicas da vida social; é uma instância de sentinela; a sua justificação não está dependente da tecnologia nem do comércio de informação, e sim da vida cívica e do bem comum.

O jornalismo em face às novas tecnologias

Uma questão fulcral defrontada pelo jornalismo diz respeito à relação com a introdução recorrente de novas tecnologias na sua esfera de ação. A este respeito, surge como obstáculo sério para uma reflexão rigorosa a inscrição das mudanças tecnológicas da informação e da comunicação na linguagem das expectativas inflacionadas sobre as mesmas ou da sua aceitação incondicional, como se elas fossem, enquanto parte da tecnologia, uma espécie de motor da história ou o simples reflexo de um movimento linear de progressão da racionalidade e da consciência humana. O jornalismo, embora tenha tido sempre alguma relação com o desenvolvimento de tecnologias, possui um legado próprio e uma justificação bem mais ampla, especialmente no plano da sua ação na cultura e na vida política cívica. Por isso, o acolhimento acrítico de tecnologias ou a substituição do jornalismo pelas tecnologias (por exemplo, pelos media sociais, pelas plataformas de media digitais e pelos conteúdos gerados pelos utilizadores) não constitui uma razão legítima.

Insista-se que a mediação tecnológica por via digital se converteu em imprescindível para manter certas relações sociais à distância, para várias formas de socialização, trabalho, ensino, atividades culturais, de desporto e lazer em circunstâncias dramáticas. Mas a interação social à distância através das tecnologias digitais envolve algum sentimento de perda quando se trata de rituais como os já mencionados (atos de celebração, jogos, cerimônias religiosas, fúnebres…); há um esvaziamento dos contextos mais amplos da ação e do entendimento da própria realidade (que torna duvidosa a aprendizagem em certos domínios); uma ambiguidade entre o que é presente e o que é ausente, entre estar e não estar; uma ênfase na experiência com a visão e o som, perdendo-se o poder físico do corpo, o contato e a memória corporal, o toque, o cheiro, a sinestesia dos sentidos. Acresce que nem todas as pessoas têm capacidade aquisitiva para ter um computador pessoal e, apesar dos utilizadores da Internet terem vindo a crescer rapidamente, nem todos lhe têm acesso, constatando-se a existência de “fossos digitais” entre classes, grupos etários e gerações, uma desigualdade que não se explica apenas por razões econômicas. 

Mais importante ainda, a mediação efetuada por tecnologias digitais abre a possibilidade de ultrapassar o espaço quer para aumentar o efeito das mensagens quer do controle centralizado, e é por isso que são tão apropriadas para a disseminação de mentiras e propaganda, para a vigilância digital generalizada e para a dominação total. Tal ficou bem patente na ação do regime autoritário da China, que começou por ocultar durante, pelo menos, seis semanas preciosas a pandemia, prendeu quem a divulgou, expulsou depois correspondentes de jornais americanos e impôs finalmente a vigilância total da sociedade através de um complexo organizado de dispositivos tecnológicos envolvendo câmaras nas praças, ruas e estações de comboios, troca de dados entre os fornecedores da Internet, os smartphones e as polícias. As limitações à liberdade individual na China realizadas através das tecnologias da informação com capacidade de controle à distância e de tratamento massivo de dados não esteve apenas associada a uma situação excecional, antes é uma continuidade do sistema de controle social (chamado de “crédito social”) implementado pela ditadura do Partido Comunista da China em que poucos momentos da vida quotidiana existem que não sejam vasculhados por dispositivos digitais. Não é temporário um tal controle, e sim permanente, uma tentação e uma arma para todas as tiranias que se querem perpetuar no poder.

Sem dúvida, verifica-se uma manifesta distinção radical entre a comunicação face-a-face e a comunicação mediada pela tecnologia. Constata-se também uma distinção fundamental entre jornalismo, indissociável da sua necessidade e importância em sociedades de grande densidade urbana e guiadas pelos ideais democráticos, e os fluxos de informação e mensagens sem filtro cultural nem requisitos de responsabilidade proporcionados, para o bem e para o mal, pelo desenvolvimento da tecnologia. Na situação de exceção em que uma grande parte da humanidade está colocada para salvar o maior número de vidas humanas possível, há toda um novo quadro experimental entre a comunicação face-a-face, a mediação tecnológica e o jornalismo. 

Interrogando os fins da comunicação no contexto pós-pandemia

Voltar a colocar os fins que devem nortear os processos de comunicação – os postos em movimento por todos os meios tecnológicos de informação e comunicação, pelos media e pelo jornalismo por serem todos âmbitos que integram a esfera da comunicação – é, por isso, a única postura responsável nestas circunstâncias sociais críticas e também – importa notar – no quadro de grande e acelerada transformação e da vaga de mudanças contínuas que se têm sucedido nos media. Isto porque, como se sustentou anteriormente, a comunicação não é um instrumento para um qualquer fim, antes é substantiva à criação do eu humano, das relações sociais e da sociedade. Por sua vez, a informação pública rigorosa é um direito que permite a todos os cidadãos de uma sociedade ser parte ativa da vida coletiva influenciando ou participando da decisão política e é ainda um imperativo social que resulta da convivência em sociedade. A confusão neste campo, que acontece com a redução corrente da comunicação a um entendimento meramente utilitário que a considera mercadoria para o lucro ou arma para o domínio social e político, tem consequências desastrosas para o mundo social e é um obstáculo sério à investigação das ciências sociais.

Eis então que um acontecimento da magnitude da pandemia causada pelo novo coronavírus está a implicar um largo espectro de experiências e possibilidades cuja amplitude, combinações, assimilação na consciências e desfecho não é possível sequer esboçar, nem seria tarefa das ciências sociais avançar com profecias. Quais das tendências elencadas anteriormente se irão agudizar? Que novas combinatórias nascerão entre aquelas três formas de comunicação? Quais tendências de comunicação, postas em movimento no enfrentamento da pandemia, se virão a afirmar no futuro? Quais serão interrompidas? Quais irão prosseguir, de uma forma ou de outra? Os jornais em papel irão tender ainda mais para o declínio? O jornalismo digital sairá reforçado? O jornalismo será reconhecido como uma instância cultural relevante? Haverá uma tal ênfase nos contatos à distância que se irá perder um sentido crítico sobre os seus efeitos mais perniciosos? Eis interrogações que, por ora, são apenas isso mesmo: interrogações para um devir em aberto. Muitas outras perguntas são passíveis de serem elaboradas e as respostas só serão conhecidas depois do desenlace, não apenas desta pandemia, mas – importa sublinhar – do debate cultural e das lutas sociais e políticas que estão já a ocorrer subterraneamente e irão estalar após esta crise com origem no novo coronavírus SARS-CoV-2.

Num tempo em que o entusiasmo pelas tecnologias da comunicação e pelas chamadas redes sociais levou a negligenciar a importância dos rituais em co-presença e do jornalismo, seria um efeito venturoso desta crise se viermos a perceber a importância substantiva da comunicação, em especial da comunicação face-a-face e do jornalismo rigoroso. Tudo isto, podemos presumir, constitui uma alegoria de uma existência moderna que tem negligenciado em demasia a contingência. 

Este artigo é uma versão ampliada de artigo publicado no jornal português Público.pt em 8 de maio de 2020.



José Luís Garcia  é sociólogo, doutorado em Ciências Sociais pela Universidade de Lisboa e Investigador Principal no Instituto de Ciências Sociais da mesma Universidade.


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