Combo Pensar o Brasil: “Um bandido tímido/Sinfonia barroca/Vidas paralelas/Crônicas da República”

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Um bandido tímido: ensaio sobre Lima Barreto – Angélica Madeira

Lima Barreto pode ser visto como um herói trágico da modernidade. Um bandido tímido. Aquele que se desgasta na tentativa de corrigir o mundo, que se revolta diante da injustiça, mas que se retrai. Convicto de sua vocação como artista, ele precisou dar uma forma ao incomensurável que o dominou. As decepções pelas quais passou, aliadas à sua lucidez, fizeram dele um analista impiedoso do seu tempo. Ética e esteticamente coerente, sua obra compõe um universo ficcional autônomo, muitas vezes sombrio, que desnuda, de forma um tanto brutal e, ao mesmo tempo melancólica, semelhanças inusitadas com o presente.

Nosso escritor explicitou várias vezes seu anseio de ser reconhecido pelas gerações futuras, oferecendo pistas preciosas sobre como gostaria de ser lido e considerado, como forma de triunfar da incompreensão de seu tempo. É nesse projeto que nos lançamos, tentando entrar em sintonia com questões e impasses existenciais deixados por um homem consciente e perplexo, dotado de uma sensibilidade extraordinária e de uma forte capacidade de empatia com os humanos, com os animais e com a natureza em geral; um ser tímido, revoltado e de alma delicada.

Sinfonia barroca: o Brasil que o povo inventou – Rubem Barboza Filho

Numa crise mundial inédita, em que se perde por toda parte a noção de um futuro cosmopolita e emancipador, o Brasil vivencia uma espécie de “estado de ridículo”. Nosso país não se reconhece mais como tal e, por isso, nós, brasileiros, não conseguimos compreender a profundidade das mudanças em curso e as escolhas que podemos fazer para enfrentá-las produtivamente.

Para Rubem Barboza Filho, podemos sair desta impotência política e utópica se recuperarmos a nossa história como uma narrativa com sentido, originada em um povo mestiço que criou a si mesmo e à sua própria linguagem em uma forma de vida barroca. Uma história potente, plena de aprendizados, economicamente produtiva e socialmente democrática.

Este povo foi esquecido nos processos de “modernização” e “ocidentalização”. E mesmo quando convocado em roupagens progressistas renovadas, como a “pós-colonial”, o povo continua sendo, quase sempre, menosprezado como agente passivo, a ser educado por pretensas elites. Nosso desafio está em realizarmos, enfim, o encontro entre o povo e a democracia, assumindo de vez uma forma de vida nossa, com futuro para nós. Para tanto, basta revisitarmos a história, reaprendendo a arte com que o povo compôs esta sinfonia chamada “Brasil”.

Vidas paralelas: Rubens Ricupero e Celso Lafer nas relações internacionais do Brasil – Paulo Roberto de Almeida

O diplomata Paulo Roberto de Almeida faz uma reconstrução das “vidas paralelas” de Rubens Ricupero e Celso Lafer, enquanto protagonistas da construção das relações internacionais do Brasil. Ao apresentar esses dois “diplomatas da inteligência”, este livro nos fornece uma generosa fonte de formação intelectual, que trabalha, com competência, questões de direito, filosofia, história, ciência política, economia, comércio internacional, política exterior e relações internacionais. O leitor encontrará aqui não apenas um exposição detalhada das obras e ações de Ricupero e Lafer, como também uma visão acurada da história do Brasil contemporâneo, sobretudo no que diz respeito aos desafios que, ainda e sempre, enfrentamos na busca por uma inserção internacional autônoma.

Crônicas da República – Paulo Henrique Martins

Crônicas da República reúne uma série de 80 artigos publicados entre 2017 e 2024 no Jornal O Povo de Fortaleza (Ceará), tratando de acontecimentos marcantes da expe­riência republicana. Este pequeno recorte de tempo não nos impede de compreender as fragilidades e as potencialidades da vida social, política e cultural da nação, que refletem memórias e traços do passado, dilemas do presente e esperanças para o futuro.

As crônicas são dispostas neste livro por conexões em rede, ao modo de um fractal. Organizadas em oito cenários, elas sugerem as linhas transversais da trama comum de nosso tempo: os desafios da institucionalidade democrática da república brasileira.

“A forma breve sem perder a profundidade caracteriza esse rol de crônicas boas para ler, pensar e discutir. O conjunto tem a navalha da crítica sem perder a ternura dos sentimentos. O enlace entre mundo social, subjetivo e político captura o leitor. As crônicas são assim provocativas e merecedoras de uma discussão em rodas de conversa.” (Irlys Barreira)

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