Um bandido tímido: ensaio sobre Lima Barreto – Angélica Madeira

Oferta!

O preço original era: R$88,00.O preço atual é: R$80,00.

Um bandido tímido é o encontro de vida de Angélica Madeira com a obra de Lima Barreto. O escritor que é um herói trágico da modernidade. Um ser tímido, revoltado e de alma delicada.

Entrega imediata. Frete grátis para compras a partir de 200,00.

Categoria:

Descrição

Lima Barreto pode ser visto como um herói trágico da modernidade. Um bandido tímido. Aquele que se desgasta na tentativa de corrigir o mundo, que se revolta diante da injustiça, mas que se retrai. Convicto de sua vocação como artista, ele precisou dar uma forma ao incomensurável que o dominou. As decepções pelas quais passou, aliadas à sua lucidez, fizeram dele um analista impiedoso do seu tempo. Ética e esteticamente coerente, sua obra compõe um universo ficcional autônomo, muitas vezes sombrio, que desnuda, de forma um tanto brutal e, ao mesmo tempo melancólica, semelhanças inusitadas com o presente.

Nosso escritor explicitou várias vezes seu anseio de ser reconhecido pelas gerações futuras, oferecendo pistas preciosas sobre como gostaria de ser lido e considerado, como forma de triunfar da incompreensão de seu tempo. É nesse projeto que nos lançamos, tentando entrar em sintonia com questões e impasses existenciais deixados por um homem consciente e perplexo, dotado de uma sensibilidade extraordinária e de uma forte capacidade de empatia com os humanos, com os animais e com a natureza em geral; um ser tímido, revoltado e de alma delicada.

Orelha

Um bandido tímido é o encontro de vida de Angélica Madeira com a obra de Lima Barreto. Por detrás da leitora meticulosa, metodologicamente consciente, existe a seguidora aficionada, tanto no plano intelectual como no afetivo, pelo convívio com o autor que desde cedo elegeu para chamar de seu. A tarefa que Angélica se auto-impôs coroa toda uma vida intelectual, toda uma carreira. Ela não podia deixar Lima Barreto escapar. Optou pelo caminho do ensaio, opção natural, em se tratando de um autor como Lima, mapeado e esquadrinhado por extensa fortuna crítica, agraciado com algumas das melhores biografias literárias já publicadas no Brasil. Lima Barreto é personagem de tal maneira indexado no drama da história literária que somente o desejo de mergulho no clássico explica o empenho de Angélica em revisitá-lo. Lucram os leitores. Ao pensar Lima Barreto, Angélica pensa Brasil.

Ao pensar Brasil, por ser pela via do estudo da obra de Lima, Angélica está pensando a condição do trabalho intelectual no Brasil de ontem e sempre. A volúpia da volta ao clássico provém efeito de espelhamento, tal como ocorre na leitura de biografias e autobiografias. Em todos os casos, existe um espelhamento entre o leitor e a obra viva (o texto). Angélica busca em Lima imagens análogas (as “homologias”, por ela mencionadas) entre o tempo de Lima e o nosso tempo. Nesse jogo do espelhamento entre “meu tempo” e o “tempo dele”, emerge o perene (Ítalo Moriconi)

Editora: Ateliê de Humanidades Editorial
ISBN: 978-65-86972-47-4
Formato:
 Brochura comum
Série: Poiésis
Páginas: 378
Ano: 2025

Conheça a autora

Angélica Madeira é licenciada em Letras pela UFRJ e tem mestrado e doutorado pela Universidade de Paris. Realizou pesquisas em universidades de Columbia (N.Y.), Indiana (Bloomington) e Lisboa. Pesquisadora em Sociologia e Cultura, foi professora de Literatura e Civilização Brasileira na Universidade de Paris X (Nanterre), no Instituto Rio Branco (MRE) e no departamento de Sociologia da UnB. É autora de Itinerância dos artistas: a construção do campo das artes visuais em Brasília (Editora da Universidade de Brasília, 2012) e do Livro dos naufrágios: ensaio sobre a História trágico-marítima (UnB, 2005), que ganhou os prêmios Sérgio Buarque de Holanda da Biblioteca Nacional e de Melhor Obra Científica da ANPOCS. Em co-autoria com Mariza Veloso, publicou Leituras Brasileiras (Paz e Terra, 1999) e Descobertas do Brasil (Editora da Universidade de Brasília, 2001). Foi diretora da Casa da Cultura da América Latina – CAL/UnB (2001-2003) – e recebeu em 1996 a comenda da Ordem do Rio Branco em reconhecimento pelos serviços prestados ao Instituto Rio Branco.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Acima ↑