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Descrição
Itinerários do dom: teoria e sentimento – Paulo Henrique Martins
O Ensaio sobre a dádiva de Marcel Mauss foi publicado nos anos 1920. Sendo teórica, metodologicamente e politicamente inovador, chegou a ser chamado por Lévi-Strauss de “Novum Organum” das ciências humanas. Embora tenha se inspirado nos estudos sobre a troca de dons em sociedades arcaicas, o Ensaio foi pensado também como uma crítica à tendência moderna em reduzir a sociedade ao mercado e o homem ao econômico. Após um tortuoso destino, foi retomado com riqueza pelo Movimento antiutilitarista em ciências sociais (M.A.U.S.S.), fundado na França em 1981 e em plena atividade até hoje.
Nos textos aqui reunidos, Paulo Henrique Martins, líder da sucursal iberolatinoamericana do M.A.U.S.S., dedica-se a expor a força teórica transdisciplinar e o potencial ético-político do Ensaio; para tanto, percorre os itinerários do dom. Itinerário, antes de tudo, de uma teoria e metodologia, que revela o dom como autêntico (anti)paradigma primordial; mas itinerário também de uma difusão, recepção e tradução para realidades como a do Brasil, onde o antiutilitarismo francês se encontra com a situação pós-colonial; e, por fim, itinerário de uma experiência, de uma forma de ação e sentimento que assume o político e reconhece o papel do associativismo para que o social e o individual floresçam simultaneamente.
Políticas da dádiva: associação, instituições, emancipação – Paulo Henrique Martins
Políticas da dádiva: associação, instituições, emancipação é o segundo volume dos estudos de Teoria Crítica da Dádiva empreendidos por Paulo Henrique Martins. Publicamos anteriormente, como primeiro volume, Itinerários do dom: teoria e sentimento (Ateliê de Humanidades Editorial, 2019).
A dádiva pode oferecer uma perspectiva dinâmica sobre os eventos políticos que seja adequada à análise crítica da atual realidade global, nacional e regionalmente descentralizada. O sistema de dádivas continua a ser uma referência ontológica da política, que engloba tanto a vida privada e a sociedade civil quanto o Estado e o espaço público. A partir de uma abordagem relacional do dom, o autor busca contribuir para, por um lado, iluminar os mecanismos de alienação e inibição cognitiva e moral dos agentes sociais e públicos e, por outro, desfazer os entraves burocráticos e utilitaristas que impedem as possibilidades de emancipação de novos saberes e práticas de vida.
Como os circuitos de reciprocidade e de decisão políticas se movem por fronteiras abertas, é importante entender as margens de autonomia dos sistemas estatais na organização de políticas geradoras de novas solidariedades entre públicos e gestores. Por isso, a dádiva faz um aporte singular para pensar o Estado e conceber a ação pública. Com uma imaginação produtiva e um compromisso emancipatório que lhe são peculiares, Paulo Henrique Martins apresenta então os meios pelos quais podemos reconstruir o bem comum democrático, através do fortalecimento recíproco entre a vida associativa, a atividade intelectual-crítica e as instituições estatais e públicas.
Sociologia do amor – Gennario Iorio
O dado fundamental da vida é que precisamos de princípios que não apenas nos direcionem – e, portanto, que sejam fortes –, mas também que sejam capazes de acolher a novidade e a abertura para o que é novo. Nossa tentativa é justamente a de explorar, com o ágape, um ponto de vista crítico para ir contra a corrente turbulenta de nossos tempos, uma corrente feita de regras contratuais, de solidão e de ansiedade generalizada. Nesse sentido, além da sociologia, o ágape se apresenta como um horizonte ético e expressa uma necessidade de liberdade que nunca poderá ser definida.
A abertura conatural do ágape em relação a qualquer outra alteridade pode assumir um ponto de vista privilegiado que – ao mostrar os mecanismos e contradições das formações sociais – age de tal maneira que a sociologia pode realizar sua tarefa científica e sua função crítica, na medida em que se orienta para a transformação das estruturas sociais existentes e para uma melhor adaptação entre formas institucionais de vida e práticas sociais mutáveis. Dessa forma, a sociologia pode redescobrir um ponto de vista crítico que, por meio de uma troca hermenêutica, poderia contribuir de maneira específica para a construção social da própria realidade, em uma direção emancipatória.





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