Curso livre. Como fazer política nas cidades? Gênero, território e participação – Rita Gonçalo

Apresentação

O curso subsidiará uma reflexão crítica acerca das formas de produção da cidade para pensar e propor a incorporação do gênero, entre outros marcadores sociais da diferença, como categoria de análise do território e base para a atividade política. As discussões procurarão estimular mulheres e homens à observação sobre os modos de uso, ocupação e percepção das cidades – que muitas vezes possuem distribuições diferenciadas e não equânimes. Sendo assim, a proposta do curso é reunir cidadãos em geral para pensar a participação política e a defesa de iniciativas e instrumentos – seja por movimentos sociais, seja por partidos e lideranças políticas – que possibilitem um uso mais igualitário pelos gêneros em seus diferentes modos de apropriar e habitar a cidade

* Curso disponível em aulas ao vivo (síncronas) e gravadas, ficando disponíveis aos alunos por 1 mês para assistirem a qualquer momento.

Professora Rita Gonçalo

Possui graduação em Ciências Sociais pelo Universidade Candido Mendes (2007-2012) e mestrado em Comunicação Social pela PUC-Rio (2014-2016). É Doutoranda do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional – IPPUR/UFRJ. Atualmente é professora de afro-migrantes da MAWON – Negócio de Impacto para Migrantes, Consultora e Sócia-Proprietária da RAlves Educação Sociocultural e Ambiental, Pesquisadora colaboradora do Laboratório Estado, Sociedade, Tecnologia e Espaço – LabEspaço/IPPUR-UFRJ e revisora de periódicos na área de ciências sociais.

Objetivos

  • Apresentar os conceitos relativos à gênero como categoria de análise do território, considerando interseccionalidade ou a sobreposição de identidades sociais e sistemas relacionados de dominação, opressão ou discriminação – especialmente os marcadores sociais da diferença associados a esta abordagem como classe, raça, nacionalidade, sexualidade;
  • Discutir abordagens teóricas internacionais e nacionais, em contraste com abordagens totalizantes e universais, desenvolvendo análise crítica e explorando teorias contra-hegemônicas recentes;
  • Refletir sobre os desafios da leitura do território, desde a concepção, gestão e implementação de políticas urbanas, considerando as diferenças de gênero e sociais;
  • Qualificar a participação nas arenas públicas para a garantia do direito à cidade e contribuir para enfrentamento das desigualdades de gênero nos territórios urbanos.

Público-alvo

  • Pessoas interessadas em ampliar seu campo de atuação política;
  • Estudantes de graduação e pós-graduação;
  • Profissionais liberais;
  • Integrantes de movimentos sociais e religiosos.

Metodologia

Aulas expositivas pela plataforma ZOOM, utilizando recursos audiovisuais e tendo debates com os alunos.

Quando?

às segundas
08, 15, 22, 29 de março

Que horas?

das 18:00 às 19:40 h

Onde?

Aplicativo Zoom (inscritos receberão link, ID e senha de acesso)

Carga horária

8 horas/aula

Investimento

R$ 150,00*

* 50% de desconto para estudantes de graduação e mestrado
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Certificação

Emissão de certificado de 8h/aula de curso livre no Ateliê de Humanidades (mínimo 3/4 de frequência)


Programa

Aula 1 – Introdução

Temas abordados:
1. Apresentação do curso
2. Gênero e feminismos
3. Marcadores sociais da diferença
4. Colonialidade e Decolonialidade do saber urbano

Aula 2 – Leituras e políticas do urbano com recorte de gênero

Temas abordados:
1. Violência e insegurança urbana
2. Mobilidade
3. Alterações no mercado de trabalho

Aula 3 – Novas sensibilidades para a dinâmica urbana com recorte de gênero

Temas abordados:
1. Mudanças na demografia
2. Habitação
3. Planejamento urbano

Aula 4 – Movimentos de mulheres, resistências

Temas abordados:
1. Mulheres nos movimentos urbanos
2. Mulheres, o direito à cidade e os bens comuns
3. Encerramento do curso

Bibliografia indicativa

Collins, Patricia Hill. Se perdeu na tradução: feminismo negro, interseccionalidade e política emancipatória. Parágrafo, v. 5, n.1, jan/jun. 2017, p. 6-17.

Gehl, Jan. Cidade para pessoas. São Paulo: perspectiva, 2013.

Jacobs, Jane. Morte e vida de Grandes Cidades. São Paulo: Martins Fontes, 2009.

Massey, Doreen; Keynes, Milton. Filosofia e política da espacialidade: algumas considerações. GEOgraphia, Niterói-RJ, v. 6,  n. 12, 2004, p. 7-23.

Risério, Antonio. Mulher, casa e cidade. São Paulo: Editora 34, 2015.

Rosa, Marcelo. Sociologias do Sul: Ensaio bibliográfico sobre limites e perspectivas de um campo emergente. Civitas, Porto Alegre, v. 14 n. 1, 2014, p. 43-65.

Segato, Rita Laura. Gênero e colonialidade: em busca de chaves de leitura e de um vocabulário estratégico decolonial. In: e-cadernos CES – Epistemologias feministas: ao encontro da crítica radical, n. 18, 2012, p. 105-131.

Vergés, Françoise. Um feminismo decolonial. São Paulo: Ubu, 2020.



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