Tradição e artifício: iberismo e barroco na formação americana – Rubem Barboza Filho

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Um clássico do pensamento brasileiro, que ganha agora uma nova edição, revista e ampliada, pelo Ateliê de Humanidades Editorial.

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Descrição

Reeditado, após vinte e cinco anos, este livro trata de “origens e fins”, título de um livro de Otto Maria Carpeaux. Das origens e fins da grande tradição ibérica, com sua particularidade em relação ao movimento da Europa central. E do legado que ela deixou na aventura chamada América, em especial na história do Brasil, pela presença de um Barroco especial que nos permitiu a criação de uma forma de vida original e produtiva nestes trópicos, que nada têm de tristes.

Numa prosa que alia, com rara felicidade, precisão e beleza, Rubem Barboza Filho percorre o edifício intelectual do Ocidente – o mundo greco-romano, o cristianismo, o humanismo, a Reforma Protestante e o Esclarecimento. E nos lega uma certeza: somos, a Ibero-América, diferentes, e só conhecendo e exercitando esta diferença poderemos encontrar o nosso lugar no Ocidente.

Excerto do livro

Orelha de Pablo González Velasco

O passado sempre retorna, ou melhor, ele nunca vai embora. Ele vem de volta com a missão de se infiltrar inconscientemente nos espaços vazios do presente. Se for ignorado, maldiz e, se não for domado, se vinga. É sempre melhor aceitá-lo, crítica e humildemente, na sua integridade e com seus paradoxos, como um dom de todos os antepassados. Felizmente, o bumerangue que nos chega do passado – exatamente 25 anos depois – é a magnum opus de Rubem Barboza Filho.

Tanto a revalorização da cultura produzida no coração das raízes civilizacionais ibero-tropicais, quanto a recuperação de autores ibéricos nos ajudam a reequilibrar as análises, com base na necessidade de ler a todos, sem exceções geográficas, purificando a ingestão acrítica das “lendas negras” sobre a Espanha e os mais variados mal-entendidos. Entender a formação, a ascensão e o colapso da primeira modernidade ibérica é uma outra forma de compreender o fenômeno da dependência. Essa intra-história é fundamental antes de querer assemelhar-se a civilizações de matriz não ibérica, sejam elas anglo-saxônicas, russas, do centro-norte europeu ou asiáticas, por razões de desenraizamento compulsivo.

O iberismo (neo)barroco nos oferece um paradigma interpretativo ibero-americano que não podemos desperdiçar. Este manual será muito útil para estudantes de História Ibérica ou para qualquer pessoa interessada na interpretação filosófica, política e antropológica da civilização luso-brasileira e ibero-americana.

Como espanhol, direi que qualquer interpretação da Ibéria, ou seja, da Espanha e de Portugal, feita por um brasileiro costuma ser construtiva, dada a dimensão do país, seu intenso iberismo cultural e seu passado imperial. Se somarmos isso à perspectiva do autor, que domina os debates sobre o “ser” e o “estar” da Espanha e de Portugal, a obra nos oferece um ângulo que nos ajuda a ver com clareza nossa própria terra, cujas raízes são compartilhadas por todos os ibero-americanos. Esse iberismo metodológico, visto do Brasil, é uma garantia de equilíbrio luso-espanhol, na certeza de que os mundos português e hispânico têm tantas diferenças quanto semelhanças, tantas desconfianças quanto admirações, no caminho de uma necessária integração geopolítica.

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Formato: Brochura comum
ISBN: 978-65-86972-38-2
Autor: Rubem Barboza FIlho
Prefácios: Luiz Werneck Vianna e André Magnelli
Orelha: Pablo González Velasco
Coleção: Biblioteca do Pensamento Político
Páginas: 585 p.
Ano: 2025

Conheça o autor

Rubem Barboza Filho (1950…) é professor titular do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS) da mesma universidade. Tem graduação em Filosofia (UFJF), mestrado (UFMG) e doutorado (IUPERJ) em ciência política. Foi Secretário de Governo da Prefeitura de Juiz de Fora, membro do Conselho Curador da FAPEMIG e Coordenador do PPGCS-UFJF. É atualmente membro do Conselho Permanente da Associação Iberoamericana de Filosofia Política, que reúne pesquisadores de toda a América Latina e da Península Ibérica. Participou intensamente da Revista Presença, que reunia intelectuais de todo o Brasil e de orientações diversas, com o objetivo de refletir sobre o Brasil e suas perspectivas democráticas. Seu trabalho se desenvolve nas áreas de teoria política, democracia, pensamento ibero-americano, filosofia política e filosofia da linguagem. É autor de Tradição e Artifício. Iberismo e Barroco na formação americana (Editora UFMG, 2000, agora com nova edição, revista e ampliada, pelo Ateliê de Humanidades Editorial, 2025); e Sinfonia Barroca: o Brasil que o povo inventou (Ateliê de Humanidades Editorial, 2025).

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