Cadernos do Ateliê. Nota sobre as relações entre Tecnologia e Sociologia (1948), por André Leroi-Gourhan

A Série “A História Antropológica de um Ponto de Vista Tecnológico” A Série, publicada em Fascículos pelos Cadernos do Ateliê, do Ateliê de Humanidades, tem o propósito de disponibilizar ao grande público ensaios de “antropologia das tecnologias”. Ela tem o intuito de publicar, principalmente, traduções de textos clássicos da história da antropologia (e de suas ciências irmãs, como a arqueologia e a etologia) que tenham assumido uma posição do “ponto de vista tecnológico”. Pretendemos trazer também ensaios contemporâneos que trabalham com uma abordagem antropológica das técnicas, dos objetos técnicos e das tecnologias. No terceiro fascículo trazemos o artigo de André Leroi-Gourhan, Nota sobre as relações entre Tecnologia e Sociologia (1948).

Quando um ministro da educação não sabe o que é escrever e pensar

Por Aldo Tavares* Ungido por padres e pastores, o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, soube escolher, pela segunda vez, o melhor nome para ministro da Educação: Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub, conhecedor profundo da educação brasileira - em particular, da Filosofia - pela razão de ter dedicado sua vida à economia. Mestre em administração... Continuar Lendo →

Manifesto por uma disciplina inútil, a ciência do homem, por André Leroi-Gourhan

Apresentação O texto aqui publicado é um manifesto pela "ciência do homem", em defesa da importância humana de sua "inutilidade" e "gratuidade". Publicado em 1974 no jornal Le Monde, este texto do etnólogo e pré-historiador André Leroi-Gourhan mostra toda sua atualidade ao abordar temas como a crise das universidades, as consequências da mundialização e a... Continuar Lendo →

“Marighella” tem algo a dizer às esquerdas de hoje?

Aldo Tavares* Se uns dizem revolução e outros, ditadura, a história registra que, de 1º de abril de 1964 a 15 de março de 1985, militares governaram esta Pátria Amada por longos 21 anos, sem os devidos conflitos naturais da democracia. Para o baiano Carlos Marighella, o que houve em 64 foi um golpe militar... Continuar Lendo →

The child, his majesty! The challenges of psychoanalysis for the new times

by Marco Aurélio Carvalho Silva* Since the end of the nineteenth century, thinkers have researched about human suffering in an attempt to figure out what its causes could be. A lot of light has been shed on the reasons underlying human suffering. Let us take a look first at what Freud, one of the most... Continuar Lendo →

O presidente e a imprensa, por Carlos Alberto Rabaça

A relação entre o presidente Bolsonaro e os meios de comunicação tem sido carregada de paixões. O paroxismo do amadorismo político se apresenta nas manifestações lamentáveis a respeito daqueles que zelam pelo direito à informação e à transparência da coisa pública. E o motivo é evidente: a imprensa investiga, analisa e divulga atitudes do Governo... Continuar Lendo →

Mais Oswald, menos Ernesto. Mais Brasil, menos Pátria

Por Sebastião Lindoberg da S. Campos Em março de 1924 Oswald de Andrade afirma no manifesto Poesia Pau-Brasil que o “carnaval do Rio de Janeiro é o acontecimento religioso da raça”. De fato o carnaval é a manifestação mais genuína daquilo que podemos chamar de brasilidade. Mas o que é brasilidade? Essa busca de entendimento... Continuar Lendo →

Naufrágio de uma chancelaria rumo à pátria perdida

Por André Magnelli O mundo de Ernesto Fraga naufraga. Basta saber se o Brasil se deixará imergir sob as águas turvas de uma tormenta ou se descobrirá nela apenas uma marolinha. A nomeação do chanceler para o Ministério havia acendido um alerta para aqueles que reconheceram a tradição de pensamento por detrás das suas ideias: o velho anti-iluminismo, que esteve na origem dos fascismos do século XX. Conhecendo o “espírito” de sua reforma no MRE, não ficamos surpresos pelo atual clima de caça às bruxas, nem tampouco pela demissão do diplomata Paulo Roberto de Almeida da presidência do IPRI. O que explica que um diplomata marginalizado pelos governos do PT e de convicções liberais, com livro sobre nada menos do que Roberto Campos, seja defenestrado por ter postado textos críticos sobre a política exterior no seu Blog?

Traição, atração e contorsão: quando o brincar desnuda o poder

por Aldo Tavares* Denunciada por uma enfermeira por causa da posse de um livro marxista, Nise da Silveira, em 1936, aos 31 anos, foi levada ao presídio Frei Caneca, permanecendo durante 18 meses. De 1936 a 1944, ficou afastada do serviço público. Uma vez reintegrada, ela volta a trabalhar no Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II,... Continuar Lendo →

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