Curso Livre. Além da performance e do cansaço: introdução a Byung-Chul Han

O filósofo coreano Byung-Chul Han ganhou visibilidade intelectual com seus pequenos ensaios de interpretação do nosso tempo. Neles, o autor percorre quase todos os aspectos da vida contemporânea – capitalismo, morte, tempo, saúde, psiquismo, internet, beleza, amor, poder, religião, violência, ritual, entretenimento etc. – com uma percepção bem aguda sobre o que acontece. Desta forma, ele dá continuidade, de modo criativo, a uma tradição de pensamento crítico ensaísta que parecia se esgotar.

O presente curso se propõe a fazer uma introdução a Byung-Chul Han, apresentando o conjunto de sua obra em suas distintas facetas. Primeiramente, será mostrado o pano de fundo lógico e metafísico de seu pensamento, que é herdeiro tanto de Heidegger e Hegel quanto do budismo; em seguida, reconstruiremos a interpretação que o autor faz de nossas sociedades contemporâneas; e, por fim, discorreremos sobre a visão ética e política de Han, refletindo também sobre os limites de seu incômodo pensamento.

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Programa

1. Apresentação do autor

1.1. Byung-Chul Han, vida e obra
1.2. Influências de um “hegeliano-heideggeriano”
1.3. Uma crítica budisticamente orientada?
1.4. Interlocuções contemporâneas na filosofia e na sociologia
1.5. O pano de fundo lógico-metafísico do pensamento de Han

2. Mecanismos psicopolíticos do capitalismo neoliberal

2.1. Quando o poder permite a autoexploração: a violência sistemática da sociedade da “liberdade”
2.2. Da sociedade disciplinar à sociedade da performance
2.3. Do sujeito moral ao projeto narcisista-depressivo
2.4. O ethos da transparência e a pornografização do mundo
2.5. A “lisura” de indivíduos sem caráter
2.6. A sociedade da performance como sociedade do esgotamento
2.7. O enxame digital e os dados que matam a teoria
2.8. A agonia de eros e a estética sem beleza
2.9. Como Han pensou a pandemia?

3. Atopias e Heterotopias de Han

3.1. Caminhos da negatividade na busca do Outro: desconstruir as vicissitudes da paixão ocidental e redescobrir a atopia de eros
3.2. Retomar o sentido da vita contemplativa
3.3. A criação no belo: éticas e políticas de eros e de beleza
3.4. O cansaço fundamental e a disponibilidade ao outro
3.5. O bom e belo entretenimento
3.6. A amabilidade do Zen-budismo
3.7. A morte fundamental e o bem viver

4. Os limites de um incômodo pensamento crítico

Referências Bibliográficas*

1a sessão
HAN, Byung-Chul (2015 [2010]) A sociedade do cansaço. Petrópolis, RJ: Vozes.
_______. A sociedade da transparência. Petrópolis, RJ: Vozes.

2a sessão
HAN, Byung-Chul (2019 [2005]) Sobre o Poder. Petrópolis, RJ: Vozes.
_______. (2017 [2011]) Topologia da violência. Petrópolis, RJ : Vozes.

3a sessão
HAN, Byung-Chul (2017 [2012]) Agonia de Eros. Petrópolis, RJ: Vozes.
_______. (2018 [2013] No Enxame: perspectivas do digital. Petrópolis, RJ: Vozes.

4a sessão
HAN, Byung-Chul. (2018 [1a edição 2007/ 2a edição 2017]) O bom entretenimento: uma desconstrução da história da paixão ocidental. Petrópolis, RJ: Vozes.
_______. (2019 [2015]) A salvação do belo. Petrópolis, RJ: Vozes.
_______. (2019 [2002]) Filosofia do Zen Budismo. Petrópolis, RJ: Vozes.

* A bibliografia não é obrigatória, mas sim indicativa. Serão disponibilizados materiais com leituras seletas e sínteses do conteúdo lecionado.


Conheça nas publicações abaixo um pouco do filósofo. Veja abaixo.

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por Anders Noren

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