Participação de livre-pesquisadores do Ateliê de Humanidades na ANPOCS

Livre-pesquisadores do Ateliê de Humanidades apresentam trabalhos no Seminário Temático “Intelectuais, democracia e dilemas contemporâneos” no 43º Encontro Anual da Anpocs, coordenado por Felipe Maia (UFJF) e Maria Alice Rezende de Carvalho (PUC-Rio).

– Um Esclarecimento incontornável: os intelectuais em uma democracia em mutação, por André Magnelli e Alberto L. C. de Farias

– Redes sociais digitais, democracia e espaço público na sociedade brasileira contemporânea, por Marcos Aurélio Lacerda da Silva

Para ver a programação completa do ST, acesse aqui. Abaixo estão disponíveis os resumos dos trabalhos.


Um Esclarecimento incontornável:
os intelectuais em uma democracia em mutação

André Magnelli & Alberto L. C. de Farias

Os intelectuais se tornam mais uma vez um problema. Os questionamentos sobre sua relevância devem suscitar não apenas a defesa de um lugar legítimo, mas também a autorreflexão sobre o que a intelligentsia é e faz. Se alguns veem os “intelectuais” como um fardo do qual se livrar, é importante assumir que se está diante de um problema clássico sobre o qual refletir: para que intelectuais na democracia? O trabalho constrói uma reflexão em 3 passos: primeiro, será feito um diagnóstico sobre o estado do “pensamento crítico”, vendo-se um movimento perverso de fragmentação social e de negatividade crítica; segundo, partindo de estudos sobre os intelectuais (Mannheim, Habermas, Caillé, Gauchet, Rosanvallon etc.), defende-se a necessidade de uma intelectualidade que, conectando teoria e prática, assuma perspectivas universalistas, se oriente para o esclarecimento público e  se comprometa com uma lucidez democrática que pense “o político”; por último, volta-se para a reconstrução da importância da sociologia na “democratização da cultura”, reivindicando-se não apenas a retomada da pretensão dos clássicos, mas também a reinvenção das práticas diante dos desafios da democracia em mutação.


Redes sociais digitais, democracia e espaço público na sociedade brasileira contemporânea

Marcos Aurélio Lacerda da Silva

Nos últimos anos o debate público brasileiro vem sendo mobilizado em grande medida pelas chamadas redes sociais digitais, cuja importância decisiva na definição das principais pautas nacionais vem colocando em xeque a hegemonia e o monopólio de ambiências mais tradicionais. Além do mais, as redes sociais digitais possuem os seus próprios ideólogos, formados em geral por atores sociais que dominam plenamente as estratégias de concentração da atenção e engajamento temático, com impressionante nível de mobilização de massa. No entanto, permanece viva uma tradição de atuação dos intelectuais públicos brasileiros associados à escrita ensaística e ao limiar entre o ambiente acadêmico e o campo cultural mais difuso, atuando muitas vezes nos espaços mais tradicionais, como jornais impressos, canais televisivos e livros de escrita “no calor da hora”. No quadro atual, em que o papel das redes sociais digitais passou a ser central até mesmo para a definição da eleições no âmbito nacional, estadual e municipal, qual o papel que teriam estes intelectuais públicos, e mesmo a escrita ensaística, como forma de atuação no debate público brasileiro?

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