Lançamentos do Ateliê de Humanidades na SBS – Congresso Brasileiro de Sociologia 2019

Confira abaixo os títulos que serão lançados no 19º Congresso Brasileiro de Sociologia:

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Título
Durkheim, apesar do século – Novas interpretações entre Sociologia e Filosofia

Autoria
André Magnelli; Jayme Gomes Neto; Raquel Weiss

Editora
Annablume

Apresentação
O livro reúne textos de uma nova geração de pesquisadores brasileiros que se juntam às tentativas mais contemporâneas de reinterpretação, reconstrução e atualização do pensamento durkheimiano. Em especial, o volume traz um conjunto de releituras bastante originais que enfatizam as interlocuções entre a sociologia durkheimiana e a tradição filosófica. São trazidos à baila, ao longo de seus capítulos, referências aos mais distintos autores e tradições intelectuais, a partir do que são estabelecidos diálogos privilegiados com pelo menos quatro vertentes filosóficas distintas: positivismo, vitalismo, espiritualismo e kantismo. Partindo do jogo de aproximações entre presente e passado, esse livro busca fornecer ao leitor uma experiência hermeneuticamente rica que testemunha a radicalidade do pensamento de um autor que desde o início esteve às voltas com as principais questões da tradição filosófica ocidental: o que é o homem? o que podemos saber? o que devemos fazer? o que podemos esperar?


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Título
Uma democracia (in)acabada: Quadros e bordas da soberania do povo

Autoria
André Magnelli; Sebastião Lindoberg da S. Campos; Felipe Maia Guimarães da Silva

Editora
Ateliê de Humanidades

Apresentação
A democracia triunfou grandemente e vacilou persistentemente. Na atualidade, ela é vista mais como um problema com o qual nos debatemos, do que como uma solução evidente da qual partimos. É uma trivialidade dizer que ela está em crise e é alvo de crítica; para tanto, basta percorrer o olhar pelos catálogos de livros publicados nos últimos dez anos nas ciências humanas e sociais. Buscando ampliar o horizonte espacial e temporal de nossa reflexão para além do estreitamento na perplexidade do tempo presente, não nos contentamos em dizer que vivenciamos uma crise de representação da vontade popular e visamos aqui nos perguntar sobre o que é, afinal, a democracia.

Recusando-nos a tomar como estabelecidas certas evidências sobre a democracia, partimos de uma série de questões bem características da forma de pensar do historiador do político e teórico da democracia Pierre Rosanvallon: se a democracia é um regime de soberania popular, o que é o povo e como ele exerce sua soberania e manifesta sua vontade? Quais são as relações entre a soberania do povo e a representação política, entre a autonomia coletiva e a autonomia individual, entre a democracia e o liberalismo? Movido por tais reflexões, este livro busca introduzir ao público brasileiro o pensamento de Rosanvallon e tenta refletir, em diálogo com ele, sobre a crise e as mutações das democracias contemporâneas. No conjunto do livro, cremos que se torna evidente o sentido dos parênteses do título: “Uma democracia (In)Acabada”. De fato, a democracia é essencialmente inacabada, como nos ensina o autor; ela é um misto permanente de promessa e de decepção.


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Título
Cartografias da Crítica – Balanços, perspectivas e textos

Autoria
Alberto L. C. de Farias; André Magnelli (orgs)

Editora
Ateliê de Humanidades

Apresentação
O conceito de crítica estreou no século XVIII como um programa para toda uma época histórica, chamada modernidade. Os séculos seguintes seriam invariavelmente marcados pela atividade desestabilizadora da crítica. Em particular, o século XX parece ter sido, por excelência, o século da crítica. Contudo, hoje, muito se tem dito e escrito a respeito do esgotamento deste conceito-programa de (teoria) crítica. Poderemos nós prescindir dele? Se sim, o que poderá ocupar o seu lugar no século XXI? Se não, quais são as formas de crítica adequadas à vida e ao pensamento da nossa época? Em suma, como devemos pensar e realizar a (teoria) crítica?

O livro que o leitor tem em mãos procura responder a essas e outras perguntas por caminhos variados. Com o objetivo de fazer uma genealogia das constelações de crítica e cartografar as atividades de teoria e pesquisa críticas, tanto as clássicas quanto as hoje existentes, o Cartografias da Crítica, projeto iniciado em 2017, entrega agora os primeiros resultados de uma reflexão coletiva sobre os fundamentos, as potencialidades e os limites da crítica na filosofia e nas ciências humanas. Disponibilizamos aqui uma seleção de textos, um balanço retrospectivo e uma prospectiva das atividades, através dos quais reativamos nossas intenções iniciais, ao mesmo tempo em que, fechando o primeiro ciclo, desenhamos os contornos do novo horizonte que agora se inicia.


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Título
Itinerários do Dom: Teoria e sentimento

Autoria
Paulo Henrique Martins

Editora
Ateliê de Humanidades

Apresentação
Ensaio sobre a dádiva de Marcel Mauss foi publicado nos anos 1920. Sendo teórica, metodológica e politicamente inovador, chegou a ser chamado por Lévi-Strauss de “Novum Organum”das ciências humanas. Embora tenha se inspirado nos estudos sobre a troca de dons em sociedades arcaicas, o Ensaio foi pensado também como uma crítica à tendência moderna em reduzir a sociedade ao mercado e o homem ao econômico. Após um tortuoso destino, foi retomado com riqueza pelo Movimento antiutilitarista em ciências sociais (M.A.U.S.S.), fundado na França em 1981 e em plena atividade até hoje.

Nos textos aqui reunidos, Paulo Henrique Martins, líder da sucursal iberolatinoamericana do M.A.U.S.S., dedica-se a expor a força teórica transdisciplinar e o potencial ético-político do Ensaio; para tanto, percorre os itinerários do dom. Itinerário, antes de tudo, de uma teoria e metodologia, que revela o dom como um autêntico (anti)paradigma primordial; mas itinerário também de uma difusão, recepção e tradução para realidades como a do Brasil, onde o antiutilitarismo francês se encontra com a situação pós-colonial; e, por fim, itinerário de uma experiência, de uma forma de ação e sentimento que assume o político e reconhece o papel do associativismo para que o social e o individual floresçam simultaneamente.

Em uma época de desconstrução, eis um esforço raro de generatividade construtiva, que, com coragem, afirma a importância de uma ciência social voltada ao bem comum e a valores universais, sensibilizada pelo agir amoroso e orientada a uma sociedade convivial.


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