Como melhorar a vida que vivemos: pensar, agir, dialogar – Marco Aurélio Nogueira

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Descrição

 

 

Em estilo ágil, Marco Aurélio Nogueira sobrevoa reflexivamente a vida atual. A hipermodernidade, com seu dinamismo frenético e seus excessos, produziu um mal-estar sutil, que se recompõe continuamente. Transformou nossas circunstâncias e o modo como vivemos, nos comportamos e nos relacionamos. Pôs em crise as ideias de futuro, deslocando os equilíbrios, as certezas, nossa capacidade de compreender o conjunto. A política já não engaja como antes e as utopias desapareceram do horizonte. Não sabemos bem o que fazer com a IA. Estamos sobrecarregados de informações, mas os diálogos escasseiam. O cenário internacional desconcerta e assusta, atravessado que está por conflitos militares e pela disputa entre as potências.

Não estamos num beco sem saída. Para avançar, precisamos recuperar a disposição de agir democraticamente, compartilhar conhecimentos, aprender uns com os outros e reconstruir algum sentido para a vida. Ações políticas que não saibam compor, agregar e arar um terreno comum correm o risco de cair no vazio.

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O autor se debruça interrogativamente sobre várias dimensões dessa enorme confusão que vivemos. E o faz de modo a levar o leitor a encontrar as perguntas adequadas, não para soluções definitivas, mas para descobrir o método com que podemos, coletivamente, enfrentá-las ao longo do tempo: o diálogo permanente entre todos nós. Assim analisa o desenvolvimento acelerado do aparato técnico-científico – a IA e as redes sociais, por exemplo – que nos abre enormes potencialidades e, simultaneamente, nos divide e nos deixa perplexos sobre o que e como fazer. Com o mesmo propósito, interroga nossas cidades, cada vez mais hostis aos brasileiros comuns, plantando no solo urbano nossas desigualdades. E assim segue o livro, desfiando um rosário de perguntas e questões, num itinerário pedagógico do dialogar, por fora de metafísicas ultrapassadas ou sonhos impossíveis, mas com um objetivo claro: a construção de um bem comum sustentado pelo diálogo permanente entre cidadãos livres das grades e muros que nos separam. Um bem comum que nos devolva a capacidade pragmática de tecer a imaginação de um futuro – e, com isso, reabrir as possibilidades do presente (excerto do prefácio de Rubem Barboza Filho, professor titular da UFJF).

Tenho aqui uma intuição teimosa: Marco Aurélio Nogueira acabou alcançando a sabedoria. Inteligência, erudição e discernimento criterioso ele já traz de algumas décadas. Tradutor e um dos grandes conhecedores da obra de Antonio Gramsci e de Norberto Bobbio, dois pensadores italianos que decifraram o nosso tempo com incrível originalidade e fecunda sistematização, Marco Aurélio se destaca por pensar com serenidade aquilo que, no mundo, se manifesta com alguma rudeza e mesmo com violência. Agora, neste livro, ele mostra que a sua serenidade (a “mitezza” de Bobbio) atingiu um plano alto. Nosso professor pensa com luminosa calma as conturbações tormentosas da realidade que nos traga. Isso, apenas isso, já é uma boa notícia. Boa leitura (Eugênio Bucci, professor titular da ECA-USP)

A política para além do âmbito institucional entrelaçada com uma sociologia que ilumina padrões instituídos por dinâmicas culturais conflitivas e imbricadas. É o que encontramos neste livro inspirador, que recupera a tradição ensaísta do pensamento social brasileiro e a narrativa autoral do pensamento europeu clássico, com foco numa conhecida determinação do autor: compreender a vida atual e um lugar chamado Brasil. Um país que parece pedir desesperadamente para ser entendido e resgatado por meio da reflexão e do diálogo democrático (Ana Cristina Braga Martes, socióloga e escritora)

Há muitos anos, conheço Marco Aurélio Nogueira como professor, orientador e amigo. E talvez por isso seja impossível separar, ao ler este livro, o intelectual da pessoa. Sua aposta no diálogo, na mediação e na construção de pontes, não é apenas uma escolha teórica: é uma forma de viver. Marco sempre foi de uma gentileza rara, acessível, disponível, atento ao outro e profundamente democrático, inclusive quando a divergência se impõe. Essa mesma disposição atravessa estas páginas. Diante de um tempo acelerado, fragmentado e ruidoso, ele não oferece receitas nem certezas reconfortantes. Oferece algo mais valioso: perguntas, reflexão, capacidade de mediação e um convite para que voltemos a pensar juntos. Sem arrogância e sem desalento, Marco nos lembra que compreender o mundo ainda é uma tarefa coletiva e que nenhuma transformação duradoura prescinde da conversa, da escuta e da disposição de construir algum terreno comum. Talvez haja nisso até algo do corintiano que ele é: a consciência de que viver também exige resistência, esperança e alguma fé no próximo lance. Este é um livro para quem ainda acredita que pensar, agir e dialogar podem, de fato, melhorar a vida que vivemos. E, justamente por isso, merece ser lido (Lucas Amaral Leite, Professor de Relações Internacionais da Fundação Armando Alvares Penteado, SP)

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Formato: Brochura comum
Tamanho: 14 x 21
Autor: Marco Aurélio Nogueira
Prefácio: Rubem Barboza Filho
Páginas: 351
Coleção: Biblioteca do Pensamento Político
Ano: 2026
ISBN: 978-65-86972-62-7

Conheça o autor

Marco Aurélio Nogueira é professor titular (aposentado) da Universidade Estadual Paulista-UNESP. Doutor em Ciência Política pela USP, com pós-doutorado na Universidade de Roma (1984-1985). Foi diretor do Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais-IPPRI da UNESP (2011-2015), da Editora UNESP (1987-1991) e da Escola de Governo e Administração Pública da FUNDAP (1991-1995). Tradutor e articulista do jornal O Estado de S. Paulo. Publicou, entre outros: A democracia desafiada: recompor a política para um futuro incerto (Ateliê de Humanidades Editorial, 2023); As ruas e a democracia (FAP/Contraponto, 2013); O encontro de Joaquim Nabuco com a política (Paz e Terra, 2010); Em defesa da política (Senac, 2001); Um Estado para a sociedade civil (Cortez, 2004); Potência, limites e seduções do poder (Editora Unesp, 2008).

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