Projeto – Além dos Muros dos Terreiros: Relacionalidade, Corporificação e Cuidado na Ética do Candomblé

Pesquisadora

Lucineide Costa Santos

Tutoria

André Magnelli

Resumo

Estudado desde o início do século XX, o candomblé ainda tem muito a ser investigado, sobretudo no tocante à sua ética, que ainda é pouco analisada. Alguns consideram que há uma eticidade, como Roger Bastide, e outros que não há, como Reginaldo Prandi. Mais recentemente, uma série de especialistas em religião afro vem afirmando a existência de uma ética do candomblé. Acompanhando-os, procuro contribuir etnograficamente para uma ampliação da perspectiva saindo do enfoque de uma ética intramuros. Teria o candomblé uma ética religiosa que se extravasaria para o cotidiano? Todo fundamento está limitado ao rito ou haveria normas gerais de comportamento que orientem a vida religiosa e a vida cotidiana do adepto? Será que tal ética teria uma lógica não normativa que se deveria desvendar? É importante aprofundar o estudo desse aspecto do candomblé e ampliar a compreensão sobre a forma de agir no mundo de seus adeptos e em que lógica ela se baseia. Realizo, para tanto, uma etnografia de terreiros de candomblé a fim de verificar a hipótese de que tal religião possui uma eticidade incorporada e ritualizada, relacional e não normativa, que se aplica tanto à relação entre o adepto com seus orixás e dos adeptos entre si, quanto também para além dos muros dos terreiros, ou seja, para a sociedade mais ampla.

Natureza

Projeto de pesquisa individual, desenvolvido no Ateliê de Humanidades e no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião da UFJF

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