Revista Piezas. Dossiê Alain Caillé (com entrevista do autor e textos de A. Magnelli, P. H. Martins e Torres Guillén)

A Revista Piezas: en diálogo filosofía y ciencias humanas, uma publicação mexicana com direção editorial do sociólogo Jaime Torres Guillén, acabou de publicar um número com Dossiê sobre Alain Caillé, que contém uma entrevista inédita de Alain Caillé, uma introdução ao autor e à sua obra por André Magnelli, um ensaio de Paulo Henrique Martins sobre o antiutilitarismo do M.A.U.S.S. e um artigo de Guillén sobre o convivialismo de Ivan Illich.

Disponibilizamos em nosso site o pdf da Revista, convidando a todos que a conheçam e leiam não apenas o dossiê mas também o restante dos artigos de mais um excelente número de Piezas.


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Editorial

La obra de Alain Caillé es poco conocida en México. A pesar de la existencia de un acervo importante de su trabajo, al castellano sólo existe el libro publicado por Waldhuter Editores, Teoría anti-utilitarista de la acción. Fragmentos de una sociología general. La presente entrega de Piezas contribuye con la divulgación en nuestro país, del trabajo intelectual de uno de los herederos del mejor pensamiento político, antropológico y sociológico francés. Para ello tanto el Dossier de André Magnelli, la Entrevista, así como el ensayo principal de Paulo Henrique Martins, dos conocedores de la obra de Alain Caillé, introducen a las y los lectores de Piezas, a los temas y problemas centrales que guían las investigaciones del autor.

A obra de Alain Caillé é pouco conhecida no México. Devido à existência de um importante acervo de trabalhos, só existe traduzido para o castelhano o livro publicado por Waldhuter Editores, Teoría anti-utilitarista da ação. Fragmentos de uma sociología geral. A presente publicação de Piezas contribui com a divulgação em nosso país do trabalho intelectual de um dos herdeiros do melhor pensador político, antropológico e sociológico francês. Para tanto, o Dossiê de André Magnelli, a Entrevista de Alain Caillé e o Ensaio principal de Paulo Henrique Martins, dois autores que conhecem a obra de Alain Caillé, introduzem os leitores de Piezas aos temas e problemas centrais que guiam as investigações del autor.

El pensamiento y la investigación de Caillé es relevante tanto es su sentido analítico como político. El autor cuestiona que la acción humana en las ciencias sociales y la filosofía política, actuales, se ha querido entender sólo a partir del interés (económico, sexual, de conservación, de poder, de prestigio). Aunque su planteamiento no ignora los intere-ses humanos, esto es, no es a-utilitarista, sin embargo, no reduce la acción humana a este sentido.

O pensamento e a pesquisa de Caillé são relevantes tanto em seu sentido analítico quanto político. O autor questiona que a ação humana nas atuais ciências sociais e filosofia política quis ser entendida apenas por interesse (econômico, sexual, conservação, poder, prestígio). Embora sua abordagem não ignore os interesses humanos, isto é, não é utilitária, mas não reduz a ação humana nesse sentido.

Para contrarrestar esto, el proyecto de Alain Caillé supone crear una sociología general que supere el economicismo en las actuales ciencias sociales. Una sociología general sería una especie de ciencias sociales en las que estaría incluida la filosofía política y la filosofía moral. Estas ciencias sociales generales no partirían de un apriorismo como como lo hace la economía convencional. Su principio sería la acción humana pero en un sentido indeterminado. Lo social-histórico de la acción se entendería como un fenómeno voluble, flexible y abierto. Esta es la razón por la cual se propone como tarea construir una teoría anti-utilitarista de la acción.
Caillé piensa que el interés aparece como un resorte importante de la acción, pero siempre combinado con otros resortes. Decir que la acción humana está basada en el interés es una tautología. Hace falta tematizar la acción humana en sentido estricto. Esto es lo que va realizando en su obra. Inspirado en Marcel Mauss, Caillé construye lo que llama cuatro polos del don y de la acción, a saber: el interés por sí mismo (autoconserva-ción, supervivencia, vanidad, competencia, utilidad y cálculo); la amancia (amistad, philia, eros, amor, caritas, compasión, don, solidaridad); la obligación (coerción, costumbre, ley, deuda, instituciones, moral, ethos, justicia, obediencia); y la libertad (placer, fecundidad, imaginación, generosidad, espontaneidad, inventiva, rebelión).

Para combater isso, o projeto de Alain Caillé envolve a criação de uma sociologia geral que supera o economismo nas ciências sociais atuais. Uma sociologia geral seria um tipo de ciência social na qual a filosofia política e a filosofia moral seriam incluídas. Essas ciências sociais gerais não começariam a priori como a economia convencional. Seu princípio seria a ação humana, mas em um sentido indeterminado. O aspecto histórico-social da ação seria entendido como um fenômeno inconstante, flexível e aberto. Esta é a razão pela qual é proposta como uma tarefa a construção de uma teoria anti-utilitarista da ação.
Caillé acha que o interesse aparece como uma importante fonte de ação, mas sempre combinada com outras fontes. Dizer que a ação humana é baseada no interesse é uma tautologia. É necessário tematizar a ação humana no sentido estrito. É isso que ele está fazendo em seu trabalho. Inspirado por Marcel Mauss, Caillé constrói o que chama de quatro pólos de dom e ação, a saber: o interesse próprio (autopreservação, sobrevivência, vaidade, competição, utilidade e cálculo); a amância (amizade, philia, eros, amor, caritas, compaixão, dom, solidariedade); a obrigação (coerção, costume, lei, dívida, instituições, moral, ethos, justiça, obediência); e a liberdade (prazer, fertilidade, imaginação, generosidade, espontaneidade, inventividade, rebelião).

En esta tematización Caillé plantea que estos polos son irreductibles en la teoría y están mezclados en la práctica; al ser irreversibles en la teoría y los hechos, la manera de estudiarlos y comprenderlos requiere un cambio de paradigma en las ciencias sociales. Esta discusión la presenta de manera muy clara Paulo Henrique Martins en su artículo. Por lo demás, para conocer la formación intelectual de Alain Caillé, el excelente Dossier de André Magnelli permitirá al lector de Piezas, conectar el contenido de la revista dedicado a este intelectual francés. […]

Nesta tematização, Caillé afirma que esses polos são irredutíveis na teoria e estão misturados na prática; sendo irreversíveis na teoria e nos fatos, a maneira de estudá-los e compreendê-los requer uma mudança de paradigma nas ciências sociais. Essa discussão é apresentada com muita clareza por Paulo Henrique Martins em seu artigo. Além disso, para conhecer a formação intelectual de Alain Caillé, o excelente Dossiê de André Magnelli permitirá que o leitor de Pieces conecte o conteúdo da revista dedicada a esse intelectual francês. […]

[…] ler restante do editorial e a revista no pdf aqui

El Director
Jaime Torres-Guillén



Resenha do “Cartografias da Crítica – por Jaime Torres Guillén (Revista Piezas, México)

Divulgamos hoje a excelente resenha feita pelo sociólogo mexicano Jaime Torres Guillén (Universidade de Guadalajara, México) sobre o livro Cartografias da critica: balanços, perspectivas e textos. A resenha não apenas expõe, com clareza, a proposta do livro e do projeto Cartografias da Crítica, como também abre caminhos de uma interlocução intelectual que serão, certamente, explorados…. Continuar Lendo →

Fios do Tempo. Adoecer em um mundo convivial: debates para o tempo que vem – por Jaime Torres Guillén

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Podcast. Entre pandemias, catástrofes e patologias sociais. Diálogo com Jaime Torres Guillén

O República de ideias traz hoje, em podcast e vídeo, uma conversa com o sociólogo mexicano Jaime Torres Guillén, professor da Universidade de Guadalajara, México, e pesquisador parceiro do Ateliê de Humanidades, sobre “pandemias, catástrofes e patologias sociais”. André Magnelli e Emmanuel Rapizo conversam sobre as possibilidades de uma investigação sociológica das catástrofes e pandemias… Continuar Lendo →

Fios do Tempo. Enfermarse en un mundo convivencial. Debates para el tiempo que viene – por Jaime Torres Guillén

Hoy, Fios do Tempo trae otro artículo de Jaime Torres Guillén, ahora sobre “enfermarse en un mundo convivencial”. En este texto, Torres Guillén avanza en la reflexión sobre cuál es la propuesta de la convivencialidad, relacionandola con el trabajo de Ivan Illich y sus críticas a la “némesis médica”. Basado en una crítica de la… Continuar Lendo →

Fios do tempo. Sobre pandemias, catástrofes y otras patologías sociales – por Jaime Torres Guillén

Como parte de nuestra serie de debates sobre la pandemia de coronavirus, ahora publicamos el artículo en español de Jaime Torres Guillén, profesor de la Universidad de Guadalajara, México. En este artículo, Torres Guillén propone que la sociología y otras ciencias humanas contribuyan a un análisis externo de los acontecimientos actuales, aclarando la pandemia en… Continuar Lendo →

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