Uma democracia (in)acabada: quadros e bordas da soberania do povo Livro – R$ 50,00

Apresentação



Uma democracia (in)acabada: quadros e bordas da soberania do povo

 Por: André Magnelli; Sebastião Lindoberg da S. Campos; Felipe Maia Guimarães da Silva

A democracia triunfou grandemente e vacilou persistentemente. Na atualidade, ela é vista mais como um problema com o qual nos debatemos, do que como uma solução evidente da qual partimos. É uma trivialidade dizer que ela está em crise e é alvo de crítica. 

No entanto, recusamos tomar como estabelecidas certas evidências sobre a democracia e partimos de uma série de questões bem características da forma de pensar do historiador do político e teórico da democracia Pierre Rosanvallon: se a democracia é um regime de soberania popular, o que é o povo e como ele exerce sua soberania e manifesta sua vontade? Quais são as relações entre a soberania do povo e a representação política, entre a autonomia coletiva e a autonomia individual, entre a democracia e o liberalismo?

Movido por tais reflexões, este livro busca introduzir ao público brasileiro o pensamento de Rosanvallon e tenta refletir, em diálogo com ele, sobre a crise e as mutações das democracias contemporâneas. Na primeira parte, realizamos uma introdução à obra do autor, uma apresentação dos princípios e dos métodos de sua “história filosófica do político” e disponibilizamos uma síntese do seu livro “A democracia inacabada”, recentemente publicado em português (Alameda Editorial). Na segunda parte, voltamo-nos a uma articulação entre dois temas: o da democracia como um problema histórico e experimental; e o do populismo como um desafio interno para as democracias. Isso é feito em contato direto com os textos de Rosanvallon, com a tradução de dois de seus ensaios e a disponibilização de uma entrevista inédita para o Ateliê de Humanidades. Na terceira e última parte, apresentamos três ensaios circunstanciais sobre as democracias contemporâneas, escritos em diálogo com Rosanvallon, em especial com seus conceitos elaborados sobre as “bordas do político”: por meio dos conceitos de cesarismo, de populismo e de messianismo, acreditamos que algumas crises e mutações contemporâneas se tornam pensáveis.

No conjunto do livro, cremos que se torna evidente o sentido dos parênteses do título: “Uma democracia (In)Acabada”. De fato, a democracia é essencialmente inacabada, como nos ensina o autor; ela é um misto permanente de promessa e de decepção. Mas como devemos interpretar os acontecimentos políticos mundiais e brasileiros do final de 2018 e deste início de 2019? O que ocorrerá com nossas democracias nos próximos quatro anos? Perplexos, esbocemos algumas respostas e sobretudo uma agenda de investigação, guiando-nos para tanto pela “lucidez democrática” daquele com quem dialogamos e que nos serve, aqui, de forte inspiração.


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Informações Gerais

Formato: Capa Comum

Número de páginas: 268

ISBN: 978-65-80291-01-4

Preço: 50,00

 

 

 

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